<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405</id><updated>2012-01-22T16:59:59.940-03:00</updated><category term='Aos pais'/><category term='Políticas Públicas'/><category term='Política Internacional'/><category term='Literatura portuguesa'/><category term='Cinismo'/><category term='tempestade de ideias e aparências'/><category term='Literatura Universal'/><category term='China'/><category term='delírios'/><category term='Frustrações'/><category term='linguística'/><category term='Arquelogia'/><category term='Crianças'/><category term='desafios'/><category term='Ficção-realidade'/><category term='Democracia'/><category 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type='text'>Olha o Semblante</title><subtitle type='html'>Tem gente de todas as gentes, caras e expressões. Assuntos pertinentes, pretendentes aos nossos bilhões;
desde as realidades insignificantes, às fantasias dos nossos semblantes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1719645770375323310</id><published>2012-01-11T17:40:00.005-03:00</published><updated>2012-01-11T18:16:33.207-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Franz Kafka'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasília'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Normas da casa'/><title type='text'>BSB Crô. 1 – 2012: TRAJES*</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Uenjx8A3EDs/Tw30PbScB_I/AAAAAAAAAGA/7PIwMIhi1wI/s1600/Kafka%2BProcesso.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 247px; height: 204px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Uenjx8A3EDs/Tw30PbScB_I/AAAAAAAAAGA/7PIwMIhi1wI/s320/Kafka%2BProcesso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696477649553852402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiando na sequitude do Brasil Central, vesti camisa de manga curta e bermuda; e já me reacostumando aos endereços em coordenadas geográficas, o segundo dia do ano na capital federal foi dedicado ao conhecimento do local de serviço de minha namorada: Órgão Público –AJ, Setor Autarquias Sul Q 1 e 2, bem pertinho do prédio da AGU. Saída fácil do CCSW para pegar o Eixo Monumental e logo de frente encarar o Memorial JK e ver o cocuruto dos prédios gêmeos entre o côncavo e o convexo de nossas casas legislativas. Desde 1997 não os via. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que chovia fino e ventava como no Tropical de Altitude onde vivo. Como não sou de me arrepender do que vesti ao sair de casa, encarei minha desventura. Chegando ao prédio, entramos pela garagem. Cumprimentei um que ela cumprimentara, ajudei-a a estacionar como sói fazer um flanelinha diplomado e subimos pelo elevador até ao saguão onde se bate o ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão moderna de O Processo, de Franz Kafka. Algumas almas de uniforme, engravatadas em borboleta e de terno preto. Faixas em paredes e portas: Conexão, Masculino, Almoxarifado, Feminino. Secretarias e secretárias. Vão central naturalmente iluminado, passarelas que ligavam o nada ao lugar nenhum, corredores obscuros, portas secretas seguindo a mesma textura de madeira das paredes, numa delas, de repente, eu entro. Assessoria Jurídica. Ali ela e sua amiga trabalhavam em pleno começo de ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a indicação de onde era o banheiro daquele andar. Fiz muito esforço para gravar o caminho de volta antes mesmo de ir. Voltei errando somente uma vez, arriscando-me a entrar em salas não autorizadas. Invadi a mesa de um funcionário, o que era permitido e, enquanto as duas discutiam valores tentei ler um conto do Octaedro, de Cortázar, desisti, escrevi três linhas:&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que pode sair de uma vontade de escrever quando se está na Assessoria Jurídica, conforme indica o logotipo deste bloco? O melhor seria ler um conto de Cortázar, "Liliana chorando", mas está muito forte... voltarei à leitura&lt;/span&gt;. Tentei voltar a ler, mas o que devia fazer, como fiz, era dar uma volta pelo setor, à procura de um café, de bar, de algo inusitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titubeantemente seguro, localizei a portaria e a ela me dirigi. No primeiro lance de escadas os olhares não eram amistosos. Funcionários da limpeza e outras almas miravam-me com espanto retido, com razão, pensei, pois não havia me identificado na portaria. Mas me fiz de gente boa e os cumprimentei com acenos e boas tardes; assim fui até à portaria, quando os engravatados que ali estavam interromperam o alegre assunto e voltaram seus olhares para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa! Boa tarde. – e saí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento se tornava mais forte, desci as escadas em passos trêmulos, já sabendo que chegariam até Thiago QM e diriam que eu estava sob processo e deveria comparecer imediatamente ao tribunal. Foi questão de segundos, antes de acender meu cigarro um agente da segurança me avisou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde.&lt;br /&gt;Antecipei-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, desculpe-me por não me identificar, estou na Assessoria do CNMP, minha namorada trabalha lá e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma delicadeza e polidez jamais vista por mim, ele avisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, não há problema algum. Só pediria ao senhor que da próxima vez não viesse de bermuda. Será bom para todos nós (eles, da segurança) e para você. Pode voltar se quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique tranqüilo, não haverá próxima vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisei a ela pelo celular e quando o horário dela chegasse ao fim eu ali estaria. O que fiz virá em próxima crônica. Mas naquele dia, jamais voltei ao dito órgão público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 2 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;* Mudei o título porque o anterior ameaçava alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1719645770375323310?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1719645770375323310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2012/01/bsb-cro-1-2012-ameaca.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1719645770375323310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1719645770375323310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2012/01/bsb-cro-1-2012-ameaca.html' title='BSB Crô. 1 – 2012: TRAJES*'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Uenjx8A3EDs/Tw30PbScB_I/AAAAAAAAAGA/7PIwMIhi1wI/s72-c/Kafka%2BProcesso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1181779212187232405</id><published>2011-12-27T21:05:00.006-03:00</published><updated>2011-12-27T22:17:16.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='erros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E o Seu Quência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='compedia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><title type='text'>ERROS DE DIGITAÇÃO E SUAS POSSIBILIDADES SEMÂNTICAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xbrjYYIXDs8/TvpeV1PnsMI/AAAAAAAAAF0/kK1Z8EBJuVs/s1600/Einstein.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 168px; height: 155px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xbrjYYIXDs8/TvpeV1PnsMI/AAAAAAAAAF0/kK1Z8EBJuVs/s320/Einstein.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690964808298901698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seuquência&lt;/span&gt; em vez de sequência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ê Seu Quência! Tudo bom?&lt;br /&gt;- Bom dia, meu fío, tudo jóia contigo, né?&lt;br /&gt;- Tudo... E aí? Vai lá hoje?&lt;br /&gt;- Que posso fazer? É o jeito... hoje teremos coisa nova lá, um samba que fiz para minha primeira namorada.&lt;br /&gt;- Ih, Seu Quência, então é coisa boa!&lt;br /&gt;- E muito velha, meu fío! Muito velha...&lt;br /&gt;- Xô ir lá que já tô atrasado, Seu Quência, fica bem.&lt;br /&gt;- Vai com Deus, vai lá pros seus estudos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Compedia&lt;/span&gt; em vez de comédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de nosso conhecimento, a região da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Compedia&lt;/span&gt;, atual interseção da Romênia, Hungria e Sérvia, foi um dos grandes centros comercias e culturais da Antiguidade, solenemente esquecido pelos historiadores gregos e também preterida pelos romanos. Entretanto, com as descobertas atuais do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Departamento de Arqueologia da Universidade Hartsford Halerover&lt;/span&gt;, da Inglaterra, em convênio com a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Universidade Nacional de Timisoara&lt;/span&gt;, da Romênia, emergiu-se uma série de recintos semelhantes, porém mais antigos, às grandes termas e piscinas que faziam parte do dia-a-dia da nobreza romana. E, veja bem, Timisoara é a terra natal do grande medalhista olímpico da era moderna (1924, Paris/1928, Amsterdã), Johnny Weissemuller, o Tarzan dos cinemas. Donde, assim, podemos ter indícios de que os ditos “incivilizados” já sabiam nadar bem e conviver com símios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A~e&lt;/span&gt; em vez de aê (interjeição evocativa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo, pois A~e, C pode significar tanto o log de 18, em si, quando a potência de (4y.x) dentro de sua própria dicotomia concreta, for, aproximadamente a sua noção de posição no Real. A=e não implica a negação da equação supracitada; todavia, não deve ser entendida como uma razão real-abstrata de tudo aquilo que nós, professor e alunos (sem esquecer das alunas) conversamos no Bar do Lopes, antes da apresentação do samba do Seu Quência, nosso velho conhecido. Vocês lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 27 de dezembro 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1181779212187232405?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1181779212187232405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/12/erros-de-digitacao-e-suas.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1181779212187232405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1181779212187232405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/12/erros-de-digitacao-e-suas.html' title='ERROS DE DIGITAÇÃO E SUAS POSSIBILIDADES SEMÂNTICAS'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xbrjYYIXDs8/TvpeV1PnsMI/AAAAAAAAAF0/kK1Z8EBJuVs/s72-c/Einstein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-7210512832956203703</id><published>2011-11-13T01:06:00.002-03:00</published><updated>2011-11-13T01:35:00.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vidas que andam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Consequenciais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ilusões'/><title type='text'>PASSOS TRANSEUNTES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zYYvOKB491A/Tr9Cl_TvGZI/AAAAAAAAAFo/7BkaDcdoIaI/s1600/nebulizador.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zYYvOKB491A/Tr9Cl_TvGZI/AAAAAAAAAFo/7BkaDcdoIaI/s320/nebulizador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674327275926919570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma rua central de uma cidade periférica, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um homem de bigodes&lt;/span&gt; caminha para sua casa: um apartamento no segundo andar de um edifício simples e antigo, controlando os passos como se o ar fosse rarefeito, ainda que ao nível do mar. Acabara de vir de uma consulta médica a qual muito resistia e que seu plano de saúde, precário mas caro, podia arcar. Descobriu ter o pulmão direito avariado pelo fumo. - Por que só o direito e por que não mostrara o defeito, digo, a doença, através das tosses ou das respirações forçadas? - tão forçadas e meticulosas como as de agora. No pequeno átrio do edifício, causa estranheza ao porteiro por ter sido cumprimentado celeremente pelo morador, incomum atitude de vezes anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O porteiro&lt;/span&gt; cumprira seu expediente e recebera parte de seu salário, a parte que o completava. Desce os dois degraus da entrada em apenas um salto e desmesuradamente trota pela calçada ocupando-se de separar as notas. Parte da féria vai ao bolso para as compras da casa e para a conta de luz, sempre um mês atrasada. A outra parte caberia à sua cachaça que, no bar mais próximo, pede-a junto com um refresco de maracujá. Durante o apoio no balcão, passaria algumas horas tentando gastar somente o reservado para seu luxo distraindo-se com as opiniões sobre seu time – tanto o da cidade de adoção quanto da cidade natal – que muitas vezes discordavam das visões do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;senhor de chapéu e camisa listrada&lt;/span&gt;. Visões estas que não as veria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Este estava para findar suas doses de conhaque barato e uma garrafa de água tônica. Enquanto estava no balcão, não desgrudava os olhos de seu telefone celular, respeitosamente pousado à sua direita, alternando com a rápida averiguada nas notícias de um jornal popular que o bar gentilmente deixava à disposição dos fregueses mais assíduos. Estava calado e preocupado. As notícias, antes comentadas com exaustão, não passavam de confirmações de suas opiniões. Tentou se divertir com os quadrinhos e as manchetes frívolas da vida artística alheia, mas até essas não lhe despertaram nada. Um gole do conhaque, o último, seu celular toca e recebe as informações. Deixa o consumido para ser pago depois e corre para um orelhão porque nem quem o telefonara pode gastar muitos minutos do celular dele e nem o do senhor de chapéu e camisa listrada pode fazer ligações por causa dos créditos acabados. Apressado, arrastando os pés em passos curtos, chega ao orelhão e espera a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;moça estudante&lt;/span&gt; terminar sua chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Antes de deixar livre o aparelho público – de maneira rápida – a moça estudante prende seus lisos cabelos em forma de coque firmando-os com uma caneta esferográfica, pega sua pasta do apoio do telefone, joga o cartão para dentro da pasta e, em seguida, a segura contra o peito. Espécie de proteção. Recusa o agradecimento-elogio do senhor de camisa listrada e chapéu. Anda olhando para baixo em marcha acelerada, parecia ir até à esquina. Raramente levanta os olhos senão para evitar um esbarrão. Durante o percurso, recebe galanteios oriundos do bar e de umas janelas, bem como é vítima de olhares de transeuntes criminosos. De uma dupla desatenta e pedestres, que ocupava toda a calçada, um pouco mais a frente, houve de desviar-se fazendo careta; destruindo sua beleza e deflagrando seu estado emocional. Desacelera e levanta a cabeça para a direita a fim de ver as roupas à mostra refletida em uma vitrine ordinária de uma loja antiga. Detém-se uns segundos com as pernas em entrepasso, os cabelos se soltam acidentalmente ocupando-a de outro dever e, logo, torna a seu percurso. Antes da esquina há um ponto de ônibus e ali se estanca. Ela refuga um vale-transporte que lhe é oferecido por um &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;jovem de camiseta azul&lt;/span&gt;, alegando que não pegará ônibus algum. Decerto não, pois enquanto o jovem ainda oferecia o mesmo aos outros, ela entra no carro que acabara de parar em frente ao ponto, este guiado por alguém não identificado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O jovem de camiseta azul continua a oferecer vale-transporte em troca de seu valor em dinheiro a cada um que chega ao ponto de ônibus. Parte de seu salário é composto por estes vales que vêm em quantidade maior que sua necessidade de se locomover pela cidade. Até porque estava em vias de conseguir um carro, bem usado, é verdade, mas seria dele em uma oportunidade de ouro, um ouro que ainda lhe faltava. Conseguiu “vender” um bom número, talvez. Foram-lhe solidários e, mais uma vez, verdade seja dita, não custa nada comprar vales-transportes e não necessita deles. Mantém-se na espreita à espera de novos compradores em potencial. Em quase meia hora, de tanto andar para lá e para cá no pequeno espaço do ponto, poderia ter percorrido uns três quilômetros. Parecia um tanto ansioso, talvez não tivesse chegado à sua cota desejada. Viu-se isso quando quis vender um vale a uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;velhinha&lt;/span&gt; que saíra pela porta da frente do ônibus. Ademais, ela é isenta de pagar tarifa de passagem, ou seja, tem passe livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ela toma a rua carregando toda a dificuldade que a avançada idade lhe atribui, além de um pequeno embrulho. Vai no passo que lhe convém, nenhuma variação aparente. Apesar de inclinada para baixo, levanta astutamente seus olhos para evitar esbarrões. Uma lentidão que pode incomodar os apressados. Somente uma vez verificou se o embrulho estava bem fechado. Vai que ele se abre de repente!, esses papéis de hoje em dia não valem nada. Da última vez foi cebola para tudo quanto é lado, sorte que acontecera na frente do edifício, o mesmo edifício simples e velho, onde ela agora chegou. Não vê porteiro algum que lhe auxilie. Vai por si mesma à porta do elevador. Pesada, abre-a com dificuldade e aperta o 2. No embrulho, está um nebulizador que pedira emprestado a uma amiga coetânea, pois percebera que seu filho tossia muito nas últimas semanas e, teimosa, torcia muito para que ele tivesse ido ao médico. Pode ser que o nebulizador lhe a ajude a se curar. Quem atende a porta, depois de tosses, é um &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;senhor de bigodes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis 2004 - revisado em 13 de novembro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-7210512832956203703?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/7210512832956203703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/11/passos-transeuntes-em-uma-rua-central.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/7210512832956203703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/7210512832956203703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/11/passos-transeuntes-em-uma-rua-central.html' title='PASSOS TRANSEUNTES'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zYYvOKB491A/Tr9Cl_TvGZI/AAAAAAAAAFo/7BkaDcdoIaI/s72-c/nebulizador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-3052241028699857780</id><published>2011-10-06T01:20:00.003-03:00</published><updated>2011-10-06T01:28:06.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida Injusta'/><title type='text'>SE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-VhaItEAFn0A/To0uS_VK3vI/AAAAAAAAAFg/XvFCK9cSDs8/s1600/djavan-traz-sua-musicalidade-para-cuiaba-_0_480_2721.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VhaItEAFn0A/To0uS_VK3vI/AAAAAAAAAFg/XvFCK9cSDs8/s320/djavan-traz-sua-musicalidade-para-cuiaba-_0_480_2721.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660231210447331058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Novum Organum&lt;/span&gt;, de &lt;a href="http://"&gt;Francis Bacon&lt;/a&gt;, a Teoria dos Ídolos foi a que mais me apeteceu. Não só na obra do grande pensador, como em todo o Empirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco que, no &lt;a href="http://"&gt;Idola Tribus&lt;/a&gt;, o ídolo só é ídolo se for o seu. Ou seja, se aquele é seu ídolo, ele só o é se se corresponder com aquilo que você o acha que é. Fora disso, nada ou ninguém (ídolo) é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num banheiro do aeroporto Santos Dumont, aliviava minha bexiga quando vi um cara que chegava rapidamente a se aliviar em um dos mictórios. Ruivo, meio calvo. Ninguém mais, ninguém menos que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nando Reis&lt;/span&gt;. Eu gosto muito do trabalho dele, tanto nos Titãs quanto no trabalho dele mesmo. Isso era por volta de 2002. Urinávamos. Ao fim de nossa função fisiológica, cumprimentei-o com um gesto de cabeça. Do tipo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fala mermão&lt;/span&gt;. (Eu me achando também um “ídolo). Ele retribuiu. Agreguei: “Gosto muito de seu trabalho, tanto nos Titãs como na carreira solo”. Muito obrigado, ele respondeu. Cada um lavou as suas mãos (em trabalho solo) e nos despedimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mas por que tô falando isso mesmo? Ah! Por causa dos ídolos. Pois bem)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e um grande amigo, no pacato bairro de Nogueira, em Petrópolis, decidimos variar um pouco a nossa vida e... beber cerveja. Não sei se o dia era especial, mas queríamos beber cerveja. Discutimos quanto ao número das caixas de cerveja. E, depois de bebermos certa qualtidade, tivemos que comprar mais (caixas de cerveja). Fomos a uma padaria-delicatesem (= a muito dinheiro). Ainda não anoitecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela contagem de dinheiro – já dentro do estabelecimento, para ver o quanto poderíamos gastar e continuar ouvindo nosso rock, reggae e punk – um barulho de carro antigo dominou o bairro. E logo parou. Não ligamos tanto para isso. Entretanto, no meio dos cálculos, surge um baixinho, negro, cabelos dreadlock; afoito e simpático. Conversando com todos os 3 ou 4 (fora os donos), que lá estavam. O novo freguês chegou ao balcão, comprou umas empadas. Partiu, assim como chegara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e meu amigo nos entreolhamos. Meu amigo quase a gargalhar e eu a não entender o porquê das iminentes gargalhadas. Até que percebi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://"&gt;Djavan&lt;/a&gt;, O ídolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de nos cumprimentar, se foi. E nós, enquanto levávamos as cervejas para o carro, lamentamos pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quantos gostariam de estar em nosso lugar agora...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, algum dia da década de 2000.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-3052241028699857780?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/3052241028699857780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/10/se.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3052241028699857780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3052241028699857780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/10/se.html' title='SE'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VhaItEAFn0A/To0uS_VK3vI/AAAAAAAAAFg/XvFCK9cSDs8/s72-c/djavan-traz-sua-musicalidade-para-cuiaba-_0_480_2721.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6650920951314943948</id><published>2011-09-15T01:13:00.003-03:00</published><updated>2011-09-15T01:21:04.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Racionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='superação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitologia grega'/><title type='text'>FINDO O LABIRINTO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-KgWFLaojrj8/TnF8GYXxgcI/AAAAAAAAAFY/Cq8d4bbClWU/s1600/teseu"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 245px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KgWFLaojrj8/TnF8GYXxgcI/AAAAAAAAAFY/Cq8d4bbClWU/s320/teseu" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652435456389906882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é atividade que ainda há de se pensar, de se concentrar; de não poder dar bobeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquina da Alberto Torres com a Judith de Paula alguma coisa ou de alguma coisa de Paula. A rua não importa em certas localidades porque aquela é a rua do Hospital. Que hospital?, podem perguntar. “Do São José”, respondem, porque o outro, ora bolas!? é o HCT. Virou ali, atravessou o sinal, já está lá, basta esperar e ver a entrada. Entrada de pedestres; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pedestrian Entry&lt;/span&gt; (para quem, porventura, quiser falar ou já falar a língua de lá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobe o caminho, em forma de ladeira em pedregulhos, sem escadaria, a fim de facilitar a vida dos que não conseguem dar os passos. Vê-se os resquícios das obras que ainda modernizam a instituição da Saúde, e logo se está na cantina. “Café com leite... isso média, na xícara. Pão de queijo já saiu? Então, um misto. Como é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;misto&lt;/span&gt; em inglês? Ih, não sei, mas se falar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ham and cheese&lt;/span&gt; acho que entendem. Sanduíche é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sanduíche&lt;/span&gt; mesmo, basta falar diferente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-se para as entradas principais, sendo que, ignora-se as duas primeiras à direita – não confudir! Parecem uma, mas são duas. RECEPÇÃO 2.  Mais para lá é a Emergência, não necessária no então. Assim, entra-se à direita, pronto: cadeiras para a espera dos visitantes. À direita se dispõem as cabines das operadoras de telefonia, à esquerda o balcão dos que controlam o ir e vir dos que ali visitam, a não ser o “Ah! É você, professor?” &lt;br /&gt;- Oooopa, tudo bom? Ó, o meu crachá, hein? Cadê? Se não o pessoal me barra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Coisa que não aconteceu e nem acontecerá mais, espera-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais adiante, a porta de entrada – que do lado de dentro, ao abri-la, está escrito SAÍDA. Sobe-se o primeiro e único lance de escadas que se descobre e se chega a um patamar. Direita? Não! Para lá é a capela e outras coisas. Segue-se, pois, para a esquerda, passa dois corrimões que medeiam dois pequenos lances de degraus para se estancar em um mero hall. Aquele elevador, à direita e que não mais está em manutenção, é a referência. Olha para ele e depois mais para a direita (não se iluda com as placas que informam PEDIATRIA B, ADMINISTRAÇÃO e outros), percebe-se a mudança de arquitetura (uma arquitetura ainda idealizada por Dédalo). Avança-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rampas à esquerda podem iludir. Contudo, direito e reto para a direita, ainda que não se creia que se encontre uma rampa em declive ali. Cheiro de higienização e refeitório, é por ali mesmo. Haverá outra bifurcação. Na soleira, acima, está escrito, sobre um fundo amarelo fluorescente: TETO BAIXO. É suficiente, depois de ler esse aviso, virar a direita, depois à esquerda. E lá se chega ao auditório. Dali para dar a aula aos queridos alunos é questão de minutos. E também outra narrativa, deliciosa narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples agora, mas antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 22 de agosto de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6650920951314943948?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6650920951314943948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/09/findo-o-labirinto.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6650920951314943948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6650920951314943948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/09/findo-o-labirinto.html' title='FINDO O LABIRINTO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KgWFLaojrj8/TnF8GYXxgcI/AAAAAAAAAFY/Cq8d4bbClWU/s72-c/teseu' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6268090812831494498</id><published>2011-08-06T17:35:00.004-03:00</published><updated>2011-08-07T15:22:55.461-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pecados Capitais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frustrações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alimentação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>IRA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-y6280sOz_a4/Tj2naazuQ8I/AAAAAAAAAFQ/1ykgV7C9WlM/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-y6280sOz_a4/Tj2naazuQ8I/AAAAAAAAAFQ/1ykgV7C9WlM/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637846380852429762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que faltou o artigo definido ali no título. Falarei da ira, do pecado capital. Seria melhor &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Ira&lt;/span&gt;, para não confundirmos com o Exército Republicano Irlandês ou com a banda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;IRA!&lt;/span&gt;, que também renderiam bons temas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfiaram a ira contra mim. Não muitas vezes, mas em número considerável para que eu notasse o semblante de ódio, rancor e até de iminente vingança &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;do&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;da&lt;/span&gt; atendente de lanchonete quando eu recuso o refresco ou qualquer bebida que supostamente acompanharia meu salgado ou sanduíche. Lançam-me um tsc aspirado, de enfado e revolta contra as idiossincrasias da humanidade do hoje-em-dia atual.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, não faz tanto tempo assim, após recusar o líquido, recebi uma chance de mudar minha ideia, de reconsiderar as coisas, pois a moça estava com o predicado da tolerância ativo. &lt;br /&gt;- Não vai beber nada? Tá na promoção... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusei de maneira simpática, como não seria diferente, com sorriso; e ela, devolvendo o copo ao escorredor da pia, catapultava-me ares de deboche e lamento misericordioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a ocasião na qual me senti mais ameaçado foi numa movimentada padaria na Mariz e Barros, na Tijuca, não sei se na esquina com a Ibituruna ou Campos Sales. Muitos concursandos para o Instituto Rio Branco escolheram aquele estabelecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assomei-me ao balcão, olhei a vitrine e, antes de escolher, &lt;a href="http://www.google.com.br/imgres?q=odessa+file&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;biw=1280&amp;bih=685&amp;tbm=isch&amp;prmd=ivnsb&amp;tbnid=H28z-eboXhKVbM:&amp;imgrefurl=http://movieactors.com/actors/maximillianschell.htm&amp;docid=wlDYFiChUgJp5M&amp;w=266&amp;h=200&amp;ei=LqY9TqqNIIe00AGFs4jPBw&amp;zoom=1&amp;iact=hc&amp;vpx=646&amp;vpy=104&amp;dur=3634&amp;hovh=160&amp;hovw=212&amp;tx=106&amp;ty=112&amp;page=1&amp;tbnh=125&amp;tbnw=160&amp;start=0&amp;ndsp=32&amp;ved=1t:429,r:4,s:0"&gt;Maximilian Schell&lt;/a&gt;, saiu do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Odessa_File_(filme)"&gt;Dossiê Odessa&lt;/a&gt; para me servir na Tijuca. Se não era ele não sei mais quem poderia ser. Esperava ele meu pedido:&lt;br /&gt;- De que é este pastel de forno?&lt;br /&gt;- Frango.&lt;br /&gt;- Me vê um, por favor?&lt;br /&gt;- Vai beber o quê?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás daqueles óculos, entre aquelas rugas, atirou-se-me vetores munidos de uma ira jamais presenciada por mim. Durou alguns átimos até ele mudar a face: amarelou o sorriso surgido, buscou algumas gotas de pachorra, fingiu que não me ouviu e sugeriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Laranja com acerola... abacaxi com hortelã... guaraná natural? Hein?&lt;br /&gt;- Nada não, amigo, muito obrigado. Só o salgado mesmo. &lt;br /&gt;- Um e cinquenta. Tem que pagá no caixa antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recebi minha provisão, jogada em uma liteira de guardanapo ordinário e untoso, a cara do Maximilian Schell era de um sôfrego consentimento. Demonstrou a decepção diante da estupidez e ignorância, que ainda se abatem sobre a maioria dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 3 de agosto de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6268090812831494498?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6268090812831494498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/08/ira.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6268090812831494498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6268090812831494498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/08/ira.html' title='IRA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-y6280sOz_a4/Tj2naazuQ8I/AAAAAAAAAFQ/1ykgV7C9WlM/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-4852748739439578346</id><published>2011-07-15T11:19:00.003-03:00</published><updated>2011-07-15T11:48:16.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poder'/><title type='text'>MEA CULPA MEA CULPA, MEA MAXIMA CULPA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GhcGeESsuQA/TiBS1RhZm5I/AAAAAAAAAFI/Y2JOhBow4cI/s1600/bola%2Bde%2B1970.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GhcGeESsuQA/TiBS1RhZm5I/AAAAAAAAAFI/Y2JOhBow4cI/s320/bola%2Bde%2B1970.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629590609403157394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoráveis e pacientes leitores, devo explicações para este mais-de-mês sem publicações. É que... não, não há desculpas. Apesar dos trabalhos e das poucas vezes que estive diante de um computador, eu poderia ter publicado algo, decente ou não, e visitado os outros blogs que tanto gosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço perdão, inclusive aos leitores acidentais, que procuram no Google coisas sobre máquinas de cortar grama, Tchaikovisky, Djs, Vangelis, se Lauro Corona era primo de Cazuza etc. Mas nada encontram senão alguns textos sobre o nada a ver com nada. São eles russos, estadunidenses, portugueses... perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não me privei das criações, que estão muito bem registradas nos meus &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moleskines&lt;/span&gt; e até nos status "feicebuquianos". Preparo algumas histórias sobre a curiosidade científica das crianças e sua relação com a política, no sentido de ver até onde vai o limite de poder dos pais ou de suas referências familiares. É claro que essas pesquisas me levaram ao meu próprio passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso posso até por aqui, agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calçada, durante o intervalo, vejo duas mulheres e um carrinho de bebê (com uma criança de dois anos nele) querendo atravessar a rua fora da faixa. Eu me preocupei, pois elas atravessaram sem preocupações a única preocupação veio da mulher que parecia ser a mãe. Ao chegarem perto do meio-fio, a mãe inclina o carrinho para subir na calçada, bem perto de mim. Olhava para as duas e para a criança. Uma delas alerta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gustavo! Não joga essa bola, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viu fui eu, ela chegando no meu pé esquerdo, uma bola de plástico, imitando a utilizada na Copa de 1970. Tentei fazer uma embaixadinha, mas achei melhor pegá-la com a mão e devolver... devolver a quem? Ao Gustavo, ou à mãe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado moço. - ela me disse, já com o brinquedo do filho na mão. Entregou-a para a outra mulher. Ainda pude ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora você só vai brincar lá em casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sei se o Gustavo ficou triste, revoltado ou indiferente. Essas (nós) crianças! Tsc tsc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 15 de julho de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-4852748739439578346?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/4852748739439578346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/07/mea-culpa-mea-culpa-mea-maxima-culpa.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4852748739439578346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4852748739439578346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/07/mea-culpa-mea-culpa-mea-maxima-culpa.html' title='MEA CULPA MEA CULPA, MEA MAXIMA CULPA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GhcGeESsuQA/TiBS1RhZm5I/AAAAAAAAAFI/Y2JOhBow4cI/s72-c/bola%2Bde%2B1970.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-3612273103807345479</id><published>2011-06-13T11:41:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T11:47:10.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tatuagem'/><title type='text'>CONTO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ASpimJj43GU/TfYixB4p-qI/AAAAAAAAAFA/Hcu1aM4K888/s1600/perereca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 131px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ASpimJj43GU/TfYixB4p-qI/AAAAAAAAAFA/Hcu1aM4K888/s320/perereca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617715810906274466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TATUAGENS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de tatuagens. Há pessoas que ficam muito bem com elas. Coisa da humanidade, das antiqüíssimas da humanidade; coisa séria, religiosa. Um ritual. A tatuagem nos remete aos nossos indeléveis primórdios. Gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um dia do congresso em Florianópolis, fui convidado a ir para a casa da amiga de uma garota que conheci na palestra de um grande diretor de teatro. A dona da casa foi se arrumar, pois sairíamos para um bar da antiga Desterro, acho que Boteco da Ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como começou o assunto-título desta narrativa. Como não tenho intenção de fazer tatuagem, apenas ouvia a roda da conversa, observando seus oradores e, obviamente, bebendo minha cerveja em uma caneca, enquanto esperávamos a moça se arrumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantinha-me em meu tipo de timidez, pois não conhecia o pessoal direito. Ainda mais não sendo de Santa Catarina... vai que uma gíria minha mal interpretada criasse uma celeuma. O problema foi que, por ser uma espécie de árbitro neutro, vez por outra (me) pediam a opinião do “carioca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das quatro louras (eu ia dizer “uma loura”, mas em Santa Catarina, devemos especificar), a que tinha dreadlocks, disse que faria Shiva, nas costas. Com as mãos tentou, mais ou menos, nos mostrar onde. Bem, tomando por referência a coluna, ela queria que Shiva fosse estampado da vértebra cervical 3 até a lombar 2, ou seja, para nós leigos, do cangote ao lombo, passando por todas as torácicas. Haja braços e pernas para a entidade hindu! Eu ia sugerir Ganesh, um elefante tinha mais a ver com ela, mas não estava para maldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem que estava ao meu lado, gente boa toda a vida, mostrou a tatuagem dele, no bíceps direito, MUV. Movimento Uniformemente Variado? Não. As iniciais de seu nome. Nome que não soube porque ele só era chamado de Jacaré. Virou meu camarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Brother, a letra (tipo) é maneiraça, mas você podia botar um jacaré também. Um calango, quem sabe.&lt;br /&gt;— Já pensei, velho, mas o problema é que não tenho ideia de qual vai ser a terceira (tatuagem). Tem que ter três, né?&lt;br /&gt;— Sei disso, em número ímpar.&lt;br /&gt;— Só...&lt;br /&gt;Uma loura, a loura menos loura, entrou no assunto mostrando duas: um anjo, ou anja, num dos tornozelos e, jogando os cabelos para frente, surgiu um duende.&lt;br /&gt;— Duende não! Gnomo! — Corrigiu-nos, contrariada e com certa seriedade.&lt;br /&gt;Pensei em perguntar sobre a terceira, se a houvesse, mas preferi não brincar. Jacaré, meu companheiro de copo, por ter mais intimidade com a loura menos loura, perguntou-lhe risonho:&lt;br /&gt;— E a terceira? Não vai mostrar?&lt;br /&gt;— Essa só o Adriano pode ver, seu tosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando minha brilhante sagacidade, antecipei-me ao pensar que só o Adriano, seu namorado, sabe o que está tatuado lá, na virilha, o local oculto. Tudo suposição. &lt;br /&gt;Deixemos esta verdade para lá, até porque, a loura que estava em minha companhia nos mostrou a dela. Era um desenho tribal, circulando seu calcanhar. Não tinha visto aquilo durante o evento onde nos conhecemos. &lt;br /&gt;— E você carioca? — Surge a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria desconversar. Gaguejei um pouco, enrolei e fui salvo pela quarta e última loura, a que tinha o namorado a tiracolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No braço dela: Matheus, escrito em itálico. Uma estrelinha no calcanhar e uma bruxinha no cangote, que foi exibida rapidamente. Será que o Matheus gostaria daquela bruxinha ali? Matheus, porém, é o nome do filho e não do namorado dela. Ainda bem que não abri o bico. Muito menos o namorado a tiracolo, sempre soturno. Mais tímido que eu, mas conhecido do pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão esperei o momento dele falar; era, também, um não-tatuado, como eu. Depois dessa, não teve jeito. Chegava a vez do intruso que lhes conta este encontro de congressistas. “Agora fala, carioca”.&lt;br /&gt;— Pô, galera, não tenho nenhuma. Acho maneiro, curto quem gosta disso, mas não pretendo fazer nenhuma. &lt;br /&gt;- Ah! Fala... tudo bem, mas se você fosse fazer uma qual faria? – perguntou-me minha amiga.&lt;br /&gt;- Diz aê, "cumpádi" – insistiu Jacaré, arrastando a voz, zoando meu sotaque de maneira que fiquei mais confortável. &lt;br /&gt;- Bom, nobres barrigas-verdes, eu nem queria falar, mas já que insistem...&lt;br /&gt;Ouvi alguns rumores, "gente, olha como ele fala", "muito figura". Senti-me num palanque de comédia, ou num tribunal. Criavam uma expectativa besta; eu com certa vergonha.&lt;br /&gt;— ... mas já que insistem. Eu poria no meu braço uma caneca de chope, parecida com esta aqui – dei um gole – só que cheia. E debaixo do sovaco, uma perereca pulando uma haste de um junco, assim, ela toda no ar e o junco se envergando após receber o impulso do anfíbio. O simbolismo pode ser evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das quatro louras, duas entenderam e riram: a que me levou para lá e a dos dreadlocks. As outras riram em respeito, os dois caras acharam muito doido. &lt;br /&gt;— E a terceira? — Alguém perguntou.&lt;br /&gt;— Aí é demais, nem pensei nisso, mas é a tradição, então, não vou traí-la. Acho que escreveria algo em grego, num dos antebraços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles gostaram e começaram a pensar numa frase maneira, ou apenas uma palavra: Sófos? Muita pretensão: Dérma? Pô, tatuagem já é na pele, e ainda escrevo ali o nome do órgão! Demos? Também não, a Igreja pode confundir; Ah, Énos! O vinho, mas se já tinha uma cerveja... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Que se dane, depois eu penso nisso! — Falei em tom amistoso, conforme o clima. &lt;br /&gt;E Jacaré fecha o cenho, pensativo. Procura copos vazios para preenchê-los, acha o de uma loura, a minha caneca e as preenche de cerveja. Após o silêncio ele se manifesta:&lt;br /&gt;— Velho, essa seria uma boa frase para tatuar em alfabeto grego. Um "que se dane", ou um palavrão qualquer.&lt;br /&gt;— Pois é, disse a loura menos loura, ia ficar legal. O que será que os gregos diziam quando estavam brigando?&lt;br /&gt;— Será que eles falavam palavrão? — A loura com namorado, que não é o Matheus, porque Matheus é o filho dela, enfatizava a dúvida.&lt;br /&gt;— Claro! — Responde a que estava comigo. Eu complemento:&lt;br /&gt;— Falavam, como todos os seres humanos. Só não escreviam... bem, não sei... Quem garante que Aristófanes não xingou Sócrates de sacripanta? Sacripanta parece muito com um xingamento vindo do grego clássico.&lt;br /&gt;E Jacaré, ainda meditabundo, como se voltasse à Academia ou ao Liceu da Grécia Antiga, diz:&lt;br /&gt;— Falavam sim! Imagina os espartanos, deviam soltar os palavrões... Mas outro xingamento bom seria energúmeno.&lt;br /&gt;— Não, não! Isso é latim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a única vez que o namorado da loura mãe do Matheus se manifestou com veemência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do silêncio, o grupo de pensadores teve o assunto cortado. A dona da casa chegou, a amiga da loura que estava comigo, única morena, alheia às risadas que se seguiram após o silêncio. &lt;br /&gt;Fomos ao bar e não toquei mais no assunto “tatuagem”, porque pode terminar em filosofia de calão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 18 de abril de 2008. Revisitado em junho de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-3612273103807345479?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/3612273103807345479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/06/conto.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3612273103807345479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3612273103807345479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/06/conto.html' title='CONTO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ASpimJj43GU/TfYixB4p-qI/AAAAAAAAAFA/Hcu1aM4K888/s72-c/perereca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-4436468584350689863</id><published>2011-05-31T10:02:00.005-03:00</published><updated>2011-05-31T10:22:57.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Muita preocupação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preste atenção em coisas suas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpretações'/><title type='text'>ESCRACHANDO GERAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8u9ZrD7IctY/TeTnu5Wo2gI/AAAAAAAAAE0/kRcUe-5i6F0/s1600/pulando%2Ba%2Bcerca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 184px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8u9ZrD7IctY/TeTnu5Wo2gI/AAAAAAAAAE0/kRcUe-5i6F0/s320/pulando%2Ba%2Bcerca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612865828466252290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi uma latinha e fechei a conta, pois não daria tempo de terminar outra garrafa. Mantive, desse modo, a tradição da saideira em número ímpar e permaneci em um balcão anexo. Executei uma panorâmica no ambiente: na outra ponta do balcão principal, quatro amigos tiravam &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;zerinho-o-um&lt;/span&gt; para ver quem era o sacrificado que ficaria seco; quatro amigas lanchavam numa mesa, um casal bebia em outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei, então, ao meu discurso. Sim, eu elaborava mentalmente alguma coisa de uma palestra vindoura e também a misturava com futuras aulas para o segundo semestre. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sem dúvida-com certeza&lt;/span&gt;, eu era o louco do bar. Inclusive com linguagem corporal e gestos, parecia uma grande apresentação para um selecionado e exigente público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas meninas saem de uma mesa e vão ao dono do bar. Apesar de terem passado bem próximas a mim, não atrapalharam meu desempenho a não ser, segundos mais tarde, com a frase gritada por uma delas para o dono do bar:&lt;br /&gt;— ... foi pulando a cerca.  &lt;br /&gt;E a amiga completou:&lt;br /&gt;— Aí ela ficou assim. Viu? Foi fazer besteira, coisa que não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo que vocês leram e que eu ouvi: a moça declarando que pulou a cerca, para o dono do bar e para quem quisesse ou não ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu para julgar o relacionamento de alguém que jamais encontrei? Mas acho que essas declarações poderiam ficar no âmbito das confissões secretas. Ou também não, vai que ela precisasse disso para se libertar. Entretanto, se eu a vir de novo, de mão dada com o companheiro, ficarei na dúvida se é o corn..., o namorado oficial ou o objeto que habita o outro lado da cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estão nem aí para as repercussões de seus relacionamentos e, ainda por cima (ou por baixo, de lado etc), arrumam comparsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei prestando atenção para ver até onde iriam as declarações públicas da moça. Até o dono do bar estava impressionado. &lt;br /&gt;— Mostra aí. — Falou a comparsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela mostraria? A foto do cara, ou do namorado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça levanta parte de sua calça mostrando o tornozelo e a canela, tudo arranhado, bem como parte da mão direita e do antebraço. Como assim? Ainda foi algo bem selvagem, amaram-se como dois animais, já dizia Alceu Valença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nunca mais faço isso! Pior que nem precisava, porque o portão era pertinho, mas eu não enxerguei. Era só andar mais um pouquinho e passava pelo portão.&lt;br /&gt;— Uhahaha, muito sem jeito ela! Não sabe nem andar direito e vai pular cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu devo analisar melhor a literalidade de algumas expressões... ou não ouvir mais as conversas dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 9 de julho de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-4436468584350689863?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/4436468584350689863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/escrachando-geral.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4436468584350689863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4436468584350689863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/escrachando-geral.html' title='ESCRACHANDO GERAL'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8u9ZrD7IctY/TeTnu5Wo2gI/AAAAAAAAAE0/kRcUe-5i6F0/s72-c/pulando%2Ba%2Bcerca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1561765790632460598</id><published>2011-05-19T01:06:00.004-03:00</published><updated>2011-05-19T01:19:27.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercâmbio cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negócios'/><title type='text'>IN CONCERT</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Ay3Kj0NPJFQ/TdSaPYt-FKI/AAAAAAAAAEs/LyWSF2R96Z0/s1600/Dj.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ay3Kj0NPJFQ/TdSaPYt-FKI/AAAAAAAAAEs/LyWSF2R96Z0/s320/Dj.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608277025107088546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Estou cá com aquela proposta que lhe falei lá no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pode usar aquelas ideias que a gente discutiu no bar do Santana, onde chegamos a conclusão que não tínhamos bebido nada. É só usar as partes que destacamos naquele guardanapo escrito com Bic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi muito interessante você citar Guy de Maupassant, quando o pessoal falava sobre Ópera do Malandro. Chico Buarque e literatura francesa; aquele papo que a gente teve lá na Praça XV daquela outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E, veja bem, pode incluir aí aquela questão do “Colar de Pérolas”, também do Maupassant. Lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí começamos o debate – deixa que eu deixo a deixa – sobre "O Imaginário" e o Nó Burromeano, de Lacan...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E depois a gente chama a galera - com certeza vai ter gente lá - e engata na zoeira, tomar umas cervejas, naquele botequinho; sabe “colé”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então vai ter um show lá ou só vai rolar um Dji-Djêi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Aí num sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 19 de maio de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1561765790632460598?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1561765790632460598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/in-concert.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1561765790632460598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1561765790632460598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/in-concert.html' title='IN CONCERT'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ay3Kj0NPJFQ/TdSaPYt-FKI/AAAAAAAAAEs/LyWSF2R96Z0/s72-c/Dj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-184474171238321808</id><published>2011-05-03T00:32:00.005-03:00</published><updated>2011-05-05T05:44:58.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde Pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sorte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação Física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transporte Pública'/><title type='text'>UM DIA DE MALHAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qkjk5ZAnxAQ/Tb94X7kAovI/AAAAAAAAAEk/npVB-jAUByc/s1600/bus%25C3%25A3o%2Blotado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 172px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qkjk5ZAnxAQ/Tb94X7kAovI/AAAAAAAAAEk/npVB-jAUByc/s320/bus%25C3%25A3o%2Blotado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602328813993239282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Conrada Jackie&lt;/span&gt;, fez meia hora de corrida e depois engatou numa aula de localizada, na &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Academia Spetacular&lt;/span&gt;. Convenceu, inclusive, a sua amiga, a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ju Barbosa&lt;/span&gt; a fazer uma aula também. As duas a-ma-ram-u!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ubirajilson&lt;/span&gt; (com jota) já chegou aquecido, porque quis ir dando uma corridinha - de leve - até à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acadimia Maromba Cumpádi&lt;/span&gt;. Fez peitoral e deltóides. Conseguiu “zerar” a puxada invertida, o primeiro a fazê-lo. Disse que foi meio-sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Liane&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cauê&lt;/span&gt;, namorados, chegaram juntos à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gym Session&lt;/span&gt;, onde malham. Ela fez Spinning, ele ficou na ergométrica por uma hora e quinze, pois passava na TV o filme do Harry Potter. Depois de beberem um suco de acerola com laranja, relaxaram na aula de Street Dance, porque  o professor de Boxe faltou... o professor de boxe da Liane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vander&lt;/span&gt; não foi à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Academia Rocky Balboa&lt;/span&gt; porque teve que fazer “plantão perto de casa”, carregando os tijolos que chegaram para a obra da casa de sua tia. Entretanto, ele considerou aquilo um bom exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Onofrinho&lt;/span&gt;, coitado, está muito temeroso em comprar aquelas "bombas" que alguns lhe oferecem na &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Academia Power Up&lt;/span&gt;. Mas seu coração bate mais rápido quando vê a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;garotinha do colan azul-marinho&lt;/span&gt; (viu na ficha dela que se chama &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carolina&lt;/span&gt;) fazendo sertanejo-funk-aeróbica, e acha que as "bombas" podem lhe ajudar a conquistá-la. Vive neste impasse enquanto não aguenta levantar os mesmos pesos "da galera". Calma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Onofrinho&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Thiago Quintella de Mattos&lt;/span&gt;, fez bíceps e tríceps (mais os direitos que os esquerdos) intensivo na &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Viação Autobus&lt;/span&gt;. Primeiro indo de Itaipava para o Centro em um ônibus lotado e, segundo, voltando do Centro para Itaipava em ônibus idem. Quase deslocou os ombros em uma freada repentina e, em uma curva feita em alta velocidade, cotovelou a nuca de um possível aluno da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acadimia Maromba Cumpádi&lt;/span&gt; ou da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rocky Balboa&lt;/span&gt;. Teve sorte do suposto aluno estar de boníssimo humor. Considerou tal dia o "dia de sorte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 2 de maio de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-184474171238321808?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/184474171238321808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/um-dia-de-malhacao.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/184474171238321808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/184474171238321808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/05/um-dia-de-malhacao.html' title='UM DIA DE MALHAÇÃO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qkjk5ZAnxAQ/Tb94X7kAovI/AAAAAAAAAEk/npVB-jAUByc/s72-c/bus%25C3%25A3o%2Blotado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-5050647163974145356</id><published>2011-04-21T21:52:00.005-03:00</published><updated>2011-04-23T03:21:35.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fumar Mata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O bizarro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rolling Stones'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inspirações literárias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O macabro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><title type='text'>O HOMEM DA JANELA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-9ag8m-Ayl_w/TbDR196FXLI/AAAAAAAAAEc/XWfTdBiWWH8/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9ag8m-Ayl_w/TbDR196FXLI/AAAAAAAAAEc/XWfTdBiWWH8/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598205061902982322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar os outros nas janelas dos apartamentos defronte: uma das mais eficazes fontes de textos. Enquanto estava no Rio, provavelmente para uma prova no dia seguinte, essa foi minha inspiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja vista, todo mundo que escreve vive uma situação dessa, entretanto, seria diferente. EU faria o papel de motivação para um escritor que estivesse de bobeira em uma das janelas da Barata Ribeiro, em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei a camisa, o que já é um medonho espetáculo à parte; pus o descanso de copo para depositar a latinha de cerveja; joguei alguns livros na mesa para fingir que estudava. A cerveja foi para o copo e de lá para a goela; acendi um fedorento (cigarro indonésio de cravo) e empestei o quarto e os apartamentos vizinhos com aquela marola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à janela... hum... ninguém se manifestando para me ver até que, depois de dois minutos e duas tragadas, percebi tosses compulsivas na janela ao lado. Uma velhinha já passava mal com a fumaça. Achei melhor parar. Vai que a velha empacota, onde ficaria o meu remorso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi um CD, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rolling Stones&lt;/span&gt;. Peguei a guitarra de minha prima e me empolguei com Keith Richards e Mick Jagger. Começaria uma bizarra apresentação. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jumpin’ Jack Flash&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que a guitarra conectada no amplificador atrapalhava a música (não sei porquê, poxa) e simulei os acordes de Richards como ele nunca-jamais se disporia a tocar; depois, descansei-a no seu devido local de repouso e comecei a dançar como Jagger. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Start Me Up&lt;/span&gt;. Quase igual! Dei outra baforada e um gole, pois não ouvia mais as tosses da velhinha - deve ter ido descansar dentro do banheiro dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me virar, num destes passos, vejo minha tia e meu primo, assoados à porta. Eles estavam na tentativa de conter as gargalhadas, com semblantes de incredulidade no que os olhos deles presenciavam. Finda a música, um clamor de “para com isso, menino!” de minha tia e a liberação do riso de meu primo. Desliguei o CD e pus na rádio Antena 1. Comecei a ler algo somente para distração, fingindo ser um intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode deixar que vou parar com este barulho, tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Quem gosta de escrever sobre coisas surreais teve a grande oportunidade. Quem ler ou ouvir história semelhante por aí, já sabe que tem é o protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A velha ainda vive, não se preocupem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 2004. Revisado em 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-5050647163974145356?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/5050647163974145356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/04/o-homem-da-janela.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5050647163974145356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5050647163974145356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/04/o-homem-da-janela.html' title='O HOMEM DA JANELA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9ag8m-Ayl_w/TbDR196FXLI/AAAAAAAAAEc/XWfTdBiWWH8/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-8582606521525690062</id><published>2011-04-02T20:27:00.004-03:00</published><updated>2011-04-02T22:07:42.553-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Franz Kafka'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miguel de Cervantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doenças psíquicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dostoiévski'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ernest Hemingway'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julio Cortázar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Guimarães Rosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gustave Flaubert'/><title type='text'>SABE O QUE É, DOUTOR? II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-flyLKXwlhGs/TZezV32Yx_I/AAAAAAAAAEU/dyZPBCYZ8es/s1600/Atualid.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-flyLKXwlhGs/TZezV32Yx_I/AAAAAAAAAEU/dyZPBCYZ8es/s320/Atualid.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591134650754451442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ESQUIZOFRENIA LITERÁRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas para ser verdadeiro quanto ao título disto que prestes contarei, digo-lhe, moço, que nem sei se é dessa tal de esquizofrenia que aclaro ao senhor, senhor sabe? Sabe - é coisa esquisita, esquizofrênica. Senhor, que é doutor, avalia, não avalia?  Há-de se lembrar tão-bem quanto eu mesmo me alembro que isso começou com Dom Quixote, passou pelo coitado de Raskolnikov, até o dia que lhe cheguei aqui falando castelhano rioplatense, sem nunca jamais não tido lido uma linha sequer da língua de Cervantes e muito menos do jeito de escrever de Cortázar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que atravessaram tempos que cá não dava minha fuça à vista, mas não se recorda nem um pocadinho de meus problemas? Concordo... é praxe tratar de muitos dom-quixotes, lampiões, napoleões e napoleãs. Já teve alguma Emma Bovary aqui? Ah, desculpe, sei que sou eu que tenho que falar, não o senhor a me responder vãnilidades, sei muito bem eu! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Viver é entrar em um moinho de margem do Guadalquivir ou de outra margem do São Francisco e ser cuspido para a bacia do Prata, esperando nau para Europa... na terceira margem - e Sertão, que é todo aqui e ali?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode fumar aqui, doutor? Melhor não? - ah pode? Então, se-me-dê licença... puuff, obrigado. Que o lhe digo que consegui sonhar que ouvia aulas e leituras de Guimarães Rosa; saltava, depois, pelas ruas a falar com todos que queriam ou não queriam me ouvir que ouvia Joãozito ler Grande Sertão: Veredas, de um pequeno palanque, acima de e para um grupo. Aquilo era coisa mais normal do mundo, que, ao cabo da palestra – que não era a primeira e nem a última porque me apresentaria no dia seguinte para seguir o seminário – despedi-me de Guimarães Rosa conforme sempre fizera em não sei que vida senão de minha idilice onírica, senhor doutor, que sabe, deve saber tal qual aquele do charuto ali, que está em sua estante. Acordei lamentuirioso, lassidão decepcionativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no café, antes de tomar o dia de trabalho, imagine cara de Ana ao saber que comecei a falar desta decepção que lhe narro narrrativamente, até meu cachorro estranhou, sem nem em vir para mim quando lhe acoei o nome. Joguei um pãozinho e o Alcântara – meu cão – nem chegou perto, parecia ter panefobia. Pãozinho, pãezinhães, lançam as opiniães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte que me lancei sem alvorecer um inseto, tal o tcheco de escrita alemã. Não é coisa do Souza, do que-não-se-ri, do Some-aparece, do Mattos, do Quintella, do Thiago? Não é mesmo, é? E não deve haver de ser. Que olhar é esse doutor?, assim perco fiança de entender o que me passa se, o que me passou por causa destes que me meto a ler e entrunhar no nem-sei-quê que eles querem nos dizer. São obras que me marcam e marcam minha lingüística, insignificando os significados mais significantes. Coisa inútil,sei. Senhor sabe bem. Doutor, doutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o tempo acaba de começar a acabar, mas é que tenho aula de inglês, aula a lecionar, e meus alunos receberão um texto de Ernest Hemingway... e se gostam disso, ô, considere que gostam muito! Falei demais, falando em Hemingway, gosto de ouvir. - Somos todos aprendizes de uma arte que nunca ninguém se torna mestre, Ponha aspas no que falei porque é de Ernest, velho de mar. ... Joãozito, velho de açude e rio, Rio de Novembro triste e imortal, também me disse que, - ponha outras aspas – Professor é aquele que, de repente, aprende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutor, doutor, fale alguma coisa... lhe devo quanto: senhor sabe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niterói, 31 de março de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-8582606521525690062?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/8582606521525690062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/04/sabe-o-que-e-doutor-ii.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8582606521525690062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8582606521525690062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/04/sabe-o-que-e-doutor-ii.html' title='SABE O QUE É, DOUTOR? II'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-flyLKXwlhGs/TZezV32Yx_I/AAAAAAAAAEU/dyZPBCYZ8es/s72-c/Atualid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-101515455952690229</id><published>2011-03-23T00:13:00.002-03:00</published><updated>2011-03-23T00:18:35.307-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surdez'/><title type='text'>SEM O DESTINO ENTENDIDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-bZajdY8zNCs/TYlmCxpRq9I/AAAAAAAAAEM/k4CGF3rmMfA/s1600/Cor%2Bdo%2Bdinheiro"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bZajdY8zNCs/TYlmCxpRq9I/AAAAAAAAAEM/k4CGF3rmMfA/s320/Cor%2Bdo%2Bdinheiro" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587109010602044370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não foi a segunda, no máximo a terceira vez que visitava minha namorada em Belo Horizonte. Iríamos à Pampulha não para ver o jogo do Galo, pois no primeiro, único e possivelmente o último jogo do Galo que assisti no Mineirão, o Grêmio aplicou-lhe uma esquisita goleada de 4x0. Desse modo, num instinto de auto-proibição preventiva, por amor à minha pele, orientei-me a não mais ir ao Mineirão por tempo indeterminado; e meus cunhados agradecem. Fui, no entanto, para o aniversário da namorada do meu cunhado. Outubro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo de céu azul sem ser o azul do Cruzeiro – nada contra o time, tudo a favor de minha vida. Às 23h59 – como constava no bilhete - daquele dia eu embarcaria no ônibus ultra-parador para Petrópolis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peixada era o tema da festa: casquinha de siri e moqueca como atrações principais. O que destaco é que foi a primeira vez que brindei um copo de cerveja com meu sogro. Um pequeno episódio para a humanidade, um grande marco para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por consideração aos leitores que não estiveram lá, não descreverei a delícia do almoço. A cerveja estava a uma temperatura indecente e, de quebra, pudemos desfrutar de picolés de frutas exclusivamente nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, depois da natural gula, tive que dar um tempo na cerveja. Anunciava-se o crepúsculo em vermelho Vila Nova de Nova Lima. Os últimos raios esbarravam no verde América Mineiro de algumas folhas das árvores. A tardezinha de domingo que chama o sono. Eu lutava contra ele. Não dormiria e, muito menos, ficaria bodado (de bode) num canto. Meu cunhado abre uma cerveja, e nela fui! Celinha Braga, a mãe da aniversariante, pega o viola e chama mais duas ou três moças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre-se um caderno de partituras e letras, surge outro instrumento, elas se juntam. E vem a música. Sabia, pelos quadros na casa e pelas histórias, da arte da anfitriã. Começaram a cantar, a tocar... com aquela humildade mineira de achar que o supremo é algo bem simples, sô! A música, as vozes, o cenário; abracei minha namorada – que inacreditavelmente deixou de lado a câmera fotográfica e veio se juntar a mim – e inadvertidamente saíram-me lágrimas. Que surpresa aquele som, ali, na minha frente, nos meus ouvidos. A boa música brasileira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada (por quê?) a demonstração, voltava ao mundo real, que, naquele momento era muito bom. Mesas e pessoas juntas, cervejas, conversas, risos, sons de CDs. Diminuía na cerveja porque não dava para ir tão rápido, culpa da peixada. Imperceptível, a noite chegou junto com a lembrança de ter que viajar naquele dia, saco! “Vamos embora, né? Tá na hora.” e despedidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com resquícios de êxtase, entrei no carro e relaxei, pensando no bom domingo que tive. Encostei a cabeça no espaldar e ouvi de meu sogro, ao som de Johnny Lee Hooker:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, ainda está um pouco cedo, vamos tomar uma cerveja no &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Easy Rider&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma injeção de adrenalina, de felicidade infinita!  Caramba, será que não foi suficiente a tarde? Uau, isso mesmo mesmo sogrão, vamos lá... uma saideira no Easy Rider! “Demoro, já é!”, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente nome para um bar. Olha, sinceridade, nem sabia que BH nos proporcionaria um bar rock, aos domingos, sendo indicado pelo meu sogro. Comemorei sozinho, com punhos cerrados como se acabasse de fazer um gol. Depois, esfreguei discretamente as mãos ao mesmo tempo que imaginava entrar no bar com minha sogra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decoração apresentando a frente de uma Harley Davidson. Quatro mesas de sinuca... poxa, será que rolaria uma partidinha? Eu e minha sogra contra minha namorada e o pai dela, sinucão tradicional. A long–neck na mesa ou na beirada da mesa de sinuca. Se não houvesse uma bandinha ao vivo, o som seria um Buddy Guy, Free, Deep Purple... Pearl Jam. Aí né?, a gente comentaria sobre o dia, sobre o aniversário da namorada do meu cunhado, ligaria para o próprio. Comentaríamos as músicas, faríamos piadas inventaríamos a história do bilhar, confundiríamos a banda ou a música; eu pagaria uma de Paul Newman em “A Cor do Dinheiro”. Deve ser demais tomar uma cervejinha no Easy Rider, ademais nessa conjuntura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que aqui tá bom para estacionar, pai. – Disse minha namorada, quando diminuíamos a velocidade na Professor Morais.&lt;br /&gt;- É sim, filha, vou por o carro mais para lá. &lt;br /&gt;- Até que nem está tão lotado. &lt;br /&gt;- Que bom tomar um SORVETE no EASY ICE. – Falei e pensei. Mudei o esquema, mas gostava mesmo assim. Que mal faria um sorvete, viajaria mais tranqüilo e daria aquela dose necessária de doce post mangatuim! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sorveteria Easy Ice, só escolhi três sabores, sem aquelas caldas todas, pois gosto de sentir o gosto dos pistache, do de banana caramelada e, acho que de tangerina. Alguma castanha ou amendoim, talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 22 de março de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-101515455952690229?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/101515455952690229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/sem-o-destino-entendido.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/101515455952690229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/101515455952690229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/sem-o-destino-entendido.html' title='SEM O DESTINO ENTENDIDO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bZajdY8zNCs/TYlmCxpRq9I/AAAAAAAAAEM/k4CGF3rmMfA/s72-c/Cor%2Bdo%2Bdinheiro' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-2597549788741107002</id><published>2011-03-20T16:54:00.005-03:00</published><updated>2011-03-21T18:31:53.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>CURTAS SOBRE LONGAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Pa5npVybits/TYZcRXLvSJI/AAAAAAAAAEE/SFRc4IlIp3o/s1600/corisco"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 123px; height: 158px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Pa5npVybits/TYZcRXLvSJI/AAAAAAAAAEE/SFRc4IlIp3o/s320/corisco" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586253841150462098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celso Horikawa, o Chorik, proprietário &lt;a href="http://blogdochorik.blogspot.com/"&gt;desse blog&lt;/a&gt;, é um dos escritores que conheci recentemente. Seus escritos me marcaram tanto que começamos uma boa amizade literária, juntamente com outro grande poeta Akira Yamasaki, dono desse &lt;a href="http://blogdoakirayamasaki.blogspot.com/"&gt;blog aqui&lt;/a&gt;   Celso nos sugere a simples tarefa de elencar os 15 maiores filmes que um cidadão comum jamais esqueceria. À cada lida nesta lista abaixo percebo uma centena de filmes que esqueci, era parte, porém, da brincadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi me redesafiar. Comentar em pouquíssimas palavras as minhas escolhas. O que me agrava na situação é ter uma infinita coleção de filmes; um histórico ambiente familiar onde os grandes filmes e diretores entravam nas conversas desde que éramos moleques e, de quebra, ser filho poeta e letrista (meu pai), de bacharela em Letras e artista plástica (minha mãe): irmão de desenhista e artista e de um ator em potencial. Primo de uma cineasta e atriz, primo de ator, bisneto de maestro, neto de música. Essa galera toda que lida com a arte e que são meus próximos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorik, aceitei mais este desafio. Vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deus e o Diabo na Terra do Sol&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Glauber Rocha&lt;/span&gt; – 1964&lt;br /&gt;O sombrio necessário para entender nossa vida, que sofre coriscos frequentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Encontrando Forrester&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gus Van Sant&lt;/span&gt; – 2000&lt;br /&gt;“Para escrever alguma coisa, comece a escrever, isso vá, vá escrevendo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Grito de Liberdade&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Richard Attenborough&lt;/span&gt; – 1987&lt;br /&gt;Vi esse filme recém lançado, em VHS, motivado pela música e clipe de Peter Gabriel, Steve Biko. Começava a entender a geopolítica do Caos aos 9 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Trilogia do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Poderoso Chefão&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mario Puzo e Francis Ford Copolla&lt;/span&gt; - 1972, 1974, 1990&lt;br /&gt;Se me dispus a falar, eu falo: falta um pouco de moral e respeito na vida como vemos na trilogia de Copolla e Puzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ran&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Akira Kurosawa&lt;/span&gt; – 1985&lt;br /&gt;Quer maior tapa na cara no estereótipo padrão ocidental do que Shakespeare revisitado e abrilhantado por um gênio do, dito, oriente extremo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nascido para Matar&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Stanley Kubrick&lt;/span&gt; – 1987&lt;br /&gt;Demonstração da política de genocídio da terra da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apocalipse Now&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Francis Ford Coppola&lt;/span&gt; – 1979&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Conrad"&gt;Joseph Conrad&lt;/a&gt; já falou por mim: “o horror, o horror!” É o fim, bonito amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Exército de Brancaleone&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mario Monicelli&lt;/span&gt; – 1966&lt;br /&gt;Perche longo è lo camino, ma grande è la meta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Noites Brancas&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lucchino Visconti&lt;/span&gt; – 1957&lt;br /&gt;Como assim? Um italiano dirigindo outro italiano e uma alemã que falava italiano sem saber bem a língua. Visconti adapta uma obra do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fi%C3%B3dor_Dostoi%C3%A9vski"&gt;Velho Dasta&lt;/a&gt;, de São Petersburgo para Veneza, e a gente chora, se angustia, torce para o mocinho e lamenta a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Sétimo Selo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ingmar Bergman&lt;/span&gt; – 1956&lt;br /&gt;Ludibriar e desafiar a coisa mais certa do mundo; e ainda fazê-la titubear. Não falo mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Manhattan&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Woody Allen&lt;/span&gt; – 1979 &lt;br /&gt;Nós podemos nos demitir de nosso trabalho, mas nunca de nosso amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amores Brutos&lt;/span&gt; – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alejandro Gonzáles Iñárritu&lt;/span&gt; – 1999&lt;br /&gt;Cada um tem sua vida, pendejo! Mas jamais pense que as outras vidas não sejam suas também, cabrón! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 – &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2001: Uma Odisséia no Espaço&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Stanley Kubrick&lt;/span&gt; - 1968&lt;br /&gt;“Hal... Hal... computadorzinho querido, amigo, por favor... abra essa porta. Eu toco Strauss de novo, você gosta de Strauss, né?” Por sorte a humanidade ainda podia desligar a sua criação mais moderna.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Papillon&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Franklin J. Schaffner&lt;/span&gt; – 1973&lt;br /&gt;O verdadeiro valor à liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Segredo dos Seus Olhos&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Juan José Campanella&lt;/span&gt; - 2009&lt;br /&gt;É que eu ainda acho que o acusado e condenado não era quem foi. Mas até agora, meu pensamento não valeu 'una reverenda mierda!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 20 de março de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-2597549788741107002?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/2597549788741107002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/curtas-sobre-longas.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2597549788741107002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2597549788741107002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/curtas-sobre-longas.html' title='CURTAS SOBRE LONGAS'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Pa5npVybits/TYZcRXLvSJI/AAAAAAAAAEE/SFRc4IlIp3o/s72-c/corisco' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-2167952736991010689</id><published>2011-03-14T12:28:00.005-03:00</published><updated>2011-03-14T12:50:55.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='respeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercâmbio cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intolerância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><title type='text'>TOLERÂNCIA E INTOLERÂNCIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-xIdFE1aay_E/TX444y6TD4I/AAAAAAAAAD8/9vaRR5Dr2xI/s1600/gentileza"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xIdFE1aay_E/TX444y6TD4I/AAAAAAAAAD8/9vaRR5Dr2xI/s320/gentileza" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583963136376115074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de Niterói, um amigo meu me deixou na Leopoldina, cruzei as passarelas da Francisco Bicalho correndo, olhando o relógio, suando, mirando a rodoviária Novo Rio e ofegando. Tudo isso para pegar o ônibus que sairia às 14h00 para Petrópolis, onde, em junho de 2006, morava. No guichê, o próximo “carro” era o das 15h00. Sai da rodoviária, comprei dos vendedores de rua a água que gela nos isopores que circundam o local; voltei e esperei nos bancos das plataformas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro o por quê de minha pressa, mas me recordo bem que lia “As Três Irmãs”, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anton Tchekhov&lt;/span&gt;, e fazia anotações. Na época, bolsista e com muita leitura para a dissertação do mestrado, analisava o teatro intimista dos escandinavos e de Tchekhov. Política, família e emoção. Poder e suas relações de força. Tinha uma hora para gastar lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquela parte da rodoviária do Rio partem os ônibus que vão para o sul flumimense, Santos, Petrópolis, Costa Verde (Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis) e Teresópolis. Logo mais à direita, em outra plataforma, saem os ônibus para o litoral baiano e Goiânia. Neste dia, como já disse, iria para Petrópolis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área em frente aos ônibus para a Costa Verde é abarrotada de turistas que querem se aventurar em Ilha Grande, muitos deles para ativarem o lado Crusoé que está latente em toda a humanidade. Eu lia os diálogos de Olga, Maria e Irina, as irmãs de Andrei Prosorov quando uma voz exaltada chamou a atenção de alguns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sabe ler, não? Vai ali na frente do ônibus e que você vai ver para onde o ônibus vai! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma delicadeza Neanderthal, o estúpido que gritou expulsou um jovem louro, de chinelos, bermuda, mochila com garrafa d’água nas laterais e uma camiseta branca estampada com a figura de uma praia carioca. Perplexo e possivelmente envergonhado, ele veio em minha direção e, por gestos, mostrava-me o bilhete da passagem. Assim, larguei o livro e proferi meu inglês bobmarleyiano de Trenchtown, oferecendo ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem era alemão. Só queria saber se o destino dele estava certo porque ele queria ir para Ilha Grande, mas ali estava escrito Angra dos Reis. Expliquei-lhe tudo que não lhe explicaram no guichê. Conversamos sobre a região, embora eu não tenha ido à Ilha Grande, mas Paraty onde já estive, também mereceria uma visita, coisa que ele faria também. Ele me ofereceu um cigarro, Malrboro, onde no verso estava o aviso: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rauchen tötet&lt;/span&gt;, fumar mata, ou algo que o valha. Ele fez algumas anotações no caderno, daquilo que lhe narrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um comentário sobre como a vida é injusta. Ele, da terra onde estava bombando a Copa do Mundo, onde, na minha cabeça, todos deveriam estar, principalmente os alemães que já estavam lá. Mas justamente por haver a Copa lá é que ele viajou porque a cidade onde ele mora ficava perto de uma das sedes, logo, ela estava insuportavelmente lotada. Acho que a cidade era Nuremberg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o ônibus dele se aprontava para partir, ele me perguntou o que o Neanderthal (talvez alguns Neanderthais fossem mais gentis) lhe dissera. Expus-lhe que ele alegara que você não sabia ler e que fosse para frente do ônibus ler o que nele estava escrito, mas com uma grosseria... (ia falar gótica, em alusão aos bárbaros, mas meu conceito de bárbaro era mais para os civilizados romanos do que para o povos ditos como tais) uma grosseria absurda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me falou que estava acostumado com aquilo, na Alemanha e em outros lugares a grosseria é pior e, infelizmente comum. Despedimo-nos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- All right Pieter. Have a nice trip. (tenha uma boa viagem).&lt;br /&gt;- Muito Obrigado (arrastou o agradecimento com simpatia).&lt;br /&gt;- Auf wiedershen (atropelei a despedida em alemão). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caderno, anotei a experiência, mas não sei onde este caderno está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 14 de março de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-2167952736991010689?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/2167952736991010689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/tolerancia-e-intolerancia.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2167952736991010689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2167952736991010689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/03/tolerancia-e-intolerancia.html' title='TOLERÂNCIA E INTOLERÂNCIA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xIdFE1aay_E/TX444y6TD4I/AAAAAAAAAD8/9vaRR5Dr2xI/s72-c/gentileza' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-2125216963290969460</id><published>2011-02-26T20:40:00.006-03:00</published><updated>2011-02-26T23:26:37.612-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Universal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canis Familiares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atemporalidade do comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gogol'/><title type='text'>COSTUMES IMUTÁVEIS - 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-37BdGvlMsLU/TWmQuUVl8OI/AAAAAAAAAD0/czf697ObNlw/s1600/Almas%2BMortas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-37BdGvlMsLU/TWmQuUVl8OI/AAAAAAAAAD0/czf697ObNlw/s320/Almas%2BMortas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578148738882728162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexendo no &lt;a href="http://www.canisfamiliares.blogger.com.br/2005_02_01_archive.html"&gt;Canis Familiares&lt;/a&gt;, meu antigo blog, achei a saga "Costumes Imutáveis". Eu pegava uma passagem de um livro e o verificava na vida. Aí está o primeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nikolai Gogol&lt;/span&gt;, in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Almas Mortas&lt;/span&gt;, Rússia, 1835. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua chegada não causou na cidade nenhuma celeuma, nem foi acompanhada por nada especial; apenas dois mujiques (camponeses) russos, parados na porta do botequim defronte à estalagem, fizeram algumas observações, aliás referentes mais ao veículo do que o passageiro. - Espia aquela roda - disse um para o outro -, estás vendo que roda? Que te aprece, aquela roda chegaria a Moscou, se fosse o caso, ou não chegaria? - Chegaria - respondeu o outro - mas até Kazan eu acho que não chegaria. - Até Kazan não chegaria não, - disse o outro. E com isso terminou a conversa." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu&lt;/span&gt;, às portas do bar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tic-Tac&lt;/span&gt; em Petrópolis, 2005, tomando café pela manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Rapaz, olha só! Cabine dupla e tudo - Diz um amigo homem para o outro, encostados no balcão. &lt;br /&gt;-Só pode ser a diesel. Isso roda o Brasil inteiro se deixar! &lt;br /&gt;O outro fora até à caminhonete para ver a placa. &lt;br /&gt;-RS é Rio Grande do Sul, né? &lt;br /&gt;-É, é de lá que vai para serra gaúcha. &lt;br /&gt;-Hum, esta caminhonete veio de lá! Deve estar indo pular carnaval em Cabo Frio. &lt;br /&gt;-Que nada, com isso aí pode até Salvador! &lt;br /&gt;-É... bebe mais uma? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, fevereiro de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-2125216963290969460?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/2125216963290969460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/costumes-imutaveis-1.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2125216963290969460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2125216963290969460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/costumes-imutaveis-1.html' title='COSTUMES IMUTÁVEIS - 1'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-37BdGvlMsLU/TWmQuUVl8OI/AAAAAAAAAD0/czf697ObNlw/s72-c/Almas%2BMortas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-8543702767111571684</id><published>2011-02-20T11:38:00.006-03:00</published><updated>2011-02-26T21:19:45.771-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acústica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segurança privada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paciência'/><title type='text'>PAISAGEM ACÚSTICA DO BAIRRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zpASWXn-eOA/TWEnn17sAEI/AAAAAAAAADs/UDJqDmqOiHk/s1600/AMAJC.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zpASWXn-eOA/TWEnn17sAEI/AAAAAAAAADs/UDJqDmqOiHk/s320/AMAJC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575781379107192898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, em Teresópolis, não haverá carnaval. Não ouvirei os batuques dos ensaios da bateria independente da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gaviões da Colina&lt;/span&gt;, justamente no ano que ela estrearia no Grupo Especial. A título de explicação, bateria independente é aquela em que cada componente é livre para exercer seu batuque, sendo a presença do mestre de bateria apenas simbólica e ilustrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lerei, escreverei, prepararei as aulas, arrumarei o quarto, cozinharei, beberei sem a tradicional trilha sonora que tanto ritmou meus estudos em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, novos aparatos, bem mais próximos, dentro do próprio bairro Jardim Cascata (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Waterfall Garden&lt;/span&gt;) surgiram após a Associação de Moradores. Mantém-se, pois, aquele misterioso radinho engatado na Rádio Grobo, os latidos, as sirenes, as centenas de máquinas de cortar grama, as conversas de celulares nas janelas alheias e demais coisas que descreverei nas próximas linhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, porém, não há surpresa alguma que a sigla da associação é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AMAJC&lt;/span&gt;. Amamos também Jesus Cristo, mas não confundamos, por favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa de segurança fornece um serviço que me fez pensar que antes dela eu estava em um local semelhante à Faixa de Gaza: câmeras espalhadas pelas esquinas. Nos dias de inverno, sinto-me em Londres, nos de verão, em Cingapura; rondas constantes de motocicletas, com lampadinha girando na traseira e tudo que convém para nossa segurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As motocicletas vão até o final da rua, retornam; e sempre penso que é a moto da quentinha ou da pizza, tentando me lembrar se alguém os chamara. Ato contínuo, vou à janela e os cachorros do vizinho em frente me saúdam. Dois pastores belgas, ou descendentes deles, ficam presos e sozinhos. Às vezes basta que eu assome à porta do meu quarto, acenda a luz e minha cabeça atinja o campo de faro para que eles ladrem. Seus donos, nós os conhecemos (redundância). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um casal que divide um táxi. Amiúde, tomamos conhecimentos detalhados de um entrevero que possa ter começado no bar do Pires, no começo da rua, e se estendido até nossa janela. Os cachorros também querem participar, mas recebem ordens de cala a boca não acatadas. Bem, acho que as ordens de cala a boca são para os cães. Quando o varão volta, do bar, acompanhado somente pela aguardente, ele dá um assobio para nossa janela e profetiza um placar do próximo clássico carioca ou jogo do Flamengo ou Botafogo; profecia contrapartida por outra, a do meu conviva, que é botafoguense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da casa deles está uma pequena e escondida mansão. Até agora não sei quem é o proprietário e quem é o caseiro, mas durante o semestre passado uma equipe de operários dedicaram-se a subir e eletrificar as grades, instalar alarmes e eletronizar o portão. O problema estava no “instalar alarmes”, quanto ao nível de sensibilidade da massa corpórea invasora. Um amadorismo preocupante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, dormindo ou lendo nas madrugadas, aquela p... explodia e dissipava todo meu sono ou concentração. Demorou muito para o indivíduo ajustar o nível de sensibilidade para &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homo nem tanto Sapiens/ladrão/invasor&lt;/span&gt; (não necessariamente nessa ordem). Nas primeiras semanas estava no nível &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Libélula/Aedes aegypti&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;; por mais de um mês permaneceu no nível &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Felix cactus&lt;/span&gt; vadio&lt;/span&gt;; passou para &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cabeça de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Equus caballus&lt;/span&gt; solto&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Carro estacionado defronte&lt;/span&gt; até chegar ao nível que impedisse um sorrateiro ser humano invadir a casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o caseiro ou dono se lembrarem do alarme também levou tempo. Mais disparos vinham quando eles esqueciam o portão aberto e que eles eram massa corpórea ambulante. Hoje este problema está aparentemente sanado, mas como o objetivo é embelezar a paisagem acústica do Jardim Cascata, todos as noites, provavelmente depois do jornal, o caseiro liga o Renault 2008, cor grená-almiscarada, para que a bateria não arreie. E dá cada acelerada que leva todo combustível para a atmosfera sem que se ande um centímetro. A placa é 2026... ano cabalístico em que os arqueólogos extra-planetários vão achá-los depois do fim da terra. No mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quase vinte minutos aquele motor zumbe. O carro, seguramente nasceu ali e jamais se locomoveu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ameacei dispor as caixas de som na janela para compor, participar do movimento sonoro do bairro. Entretanto, o choro, o riso e os gritos do bebezinho do prédio ao lado da casa do casal taxista é cativante. Que criança palradora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 15 de fevereiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-8543702767111571684?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/8543702767111571684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/paisagem-acustica-do-bairro.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8543702767111571684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8543702767111571684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/paisagem-acustica-do-bairro.html' title='PAISAGEM ACÚSTICA DO BAIRRO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zpASWXn-eOA/TWEnn17sAEI/AAAAAAAAADs/UDJqDmqOiHk/s72-c/AMAJC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-5040428836876452507</id><published>2011-02-05T23:50:00.015-03:00</published><updated>2011-02-10T15:41:27.234-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='efeitos do álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cachaçal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='companheirismo humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shows que a gente não lembra'/><title type='text'>COMPANHEIRO ACIDENTAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TU4Yr9mw9xI/AAAAAAAAADk/dtzaAXpVBQY/s1600/vira-lata.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TU4Yr9mw9xI/AAAAAAAAADk/dtzaAXpVBQY/s320/vira-lata.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570416932654479122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acredito que tudo o que a humanidade já conceituou sobre "um comportamento humano" pode-se projetar nos cachorros. Eles ainda possuem o benefício do instinto e, em menor escala(dependendo de nossa loucura),a racionalidade e a emoção. São maus quando têm que ser maus e bons quando lhes convém. É intrigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ou há uma clínica veterinária em Petrópolis com o lema estampado no letreiro "um tratamento humano para o seu animal". Sei não... será que o nosso "Mundo Cão" é para eles, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Canis familiaris&lt;/span&gt;, o Mundo Humano? Os veterinários poderiam estudar sociologia e antropologia também, caso quisessem entender mais sobre o cachorro, palavras dos próprios profissionais da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito a se pensar, conversar, debater, refletir, estudar em várias vertentes científicas e artísticas. Não é à toa que é tido como melhor amigo do homem, o nosso whisky engarrafado, como as sábias palavras de Vinícius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro é engraçado por natureza. Uns mais do que os outros: O vira-lata, em primeiro lugar, seguido do Galgo e do Afghan Hound (também galgo). Já ouvi por aí que o Poodle adveio de uma experiência genética que o faz pensar ser humano. Os cães acompanham a todos os seres humanos e também a algumas outras espécies do reino animal ou artificial. É o animal universal e atemporal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estão sempre na companhia de quem lhes apetece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;urbi et orbi&lt;/span&gt;. Nas pirâmides de Gizé, sob o tórrido sol do norte da África; nas monções asiáticas e na umidade equatorial; na Groenlândia, ajudando os esquimós na caça e pesca sob e sobre o mar congelado; farejando água no Atacama e subindo as infindáveis alturas dos Andes. Tossem nas grandes e poluídas metrópoles, bem como nas empoeiradas roças do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a dona de casa, rica ou pobre, participando de seus costumes; auxiliando mendigos e patrões compreendendo-os em todas suas frustrações insanas (ou racionais); dentro do carro, pondo a língua para fora e curtindo o vento da janela aberta. Caminhando pela estrada, sozinho, com seu propósito obscuro para nós; e adotando este escriba que lhes apurrinha numa exposição agropecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta lenga-lenga para chegar onde eu queria: no dia em que um cachorro me adotou antes dos shows na Exposição Agropecuária de Itaipava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assucedeu-se" em 1998, tinha 20 anos os quais nenhuma Rita me roubara. Antes da crise de 99, vinte reais era muito dinheiro, mas o fato de depois das 19 horas passarem a cobrar ingressos, impeliu-me a chegar à exposição bem cedo, sozinho. Dei uma cipoada num whisky lá em casa e parti, decidido. Os ônibus não estavam empaçocados ainda, mas lotados. Eram 20 pratas para cervejas, caméis (plural de cachaça com mel) e muita preambulação perambulante pelas baias dos bichinhos. Dispensei o rodeio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h30. Cheguei, passando de passagem pelas comportas da bilheteria. O preço seria esperar a galera, que marcara às 23 na barraca da boite Rodeo. Já peguei uma cangibrina e parti para os aconchegos dos animais. O maluco botou uma fatia de laranja na borda do copo de plástico. "Para quê, cumpádi?", pensei. Mirei um barril de lixo, azulão, e como um frisbie aquela fração cítrica girou e bateu no meio do barril. Quando pensava em me desculpar pela sujeira, em minha hipocrisia de limpeza urbana, um vulto disparou em direção à laranja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou feliz, chafurdou o objeto, lambeu-o, decepcionou-se (talvez fosse um pedaço de carne, como o cheiro dos churrasquinhos) e veio até mim. "Pois é gente-boa, é apenas uma fruta". Porte médio, bege, rabo que iniciaria uma espiral. "Macho ou fêmea?", macho. Dei uma assobiada, fiz festinha no cocuruto dele e lhe desejei melhor sorte da próxima vez, sugerindo-lhe até que fosse para a área das barracas de picanha e afins. Tomei meu rumo e um gole daquela fubica que eu bebia. Como disse, estava disposto a saber algo sobre bovinos, equinos, caprinos e, quiçá, bufalinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gente-boa&lt;/span&gt; se levantou, mostrou as patas, quis lamber minha mão, cafungou alguma coisa. Pedi-lhe permissão para me retirar, já me retirando. Vã tentativa. Ameaçava uns latidos e me seguia, amarradaço! "Então vamos, JB (Gente-boa), vamos dar um rolé por aí. Vamos ver outros membros de nosso Reino."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uaaaff, rrrr!&lt;br /&gt;-Aí eu já não sei, tenho 17 contos agora, vai ser difícil eu arranjar uma coisa para você. Vamos lá.&lt;br /&gt;- Rr Waaf! &lt;br /&gt;- Não, faço Direito, na UCP, e estagio na Defensoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fomos, num vasto e educativo diálogo, enquanto explorávamos lugares que só se visitam durante o dia, nas exposições. Ele me falou, com certo rancor, que as cadelas do hoje-em-dia são umas mulheres mesmo. Eu falei para ele não exagerar, que havia sim, umas mulheres cachorras, mas nem todas cadelas são assim tão mulheres. Ele aquiesceu, falou que não devemos xingar assim as mulheres/cadelas, muito embora algumas gostem disso. Também concordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas 21h, meu celular (celular da família, no caso) tocou e era um comparsa que já havia chegado. Antes de me despedir do JB, fomos até à barraca, pedi mais uma cangibrina, igual a anterior, e um churrasquinho de frango. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toma aê, JB, mas segura a onda hein - dividimos a iguaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais falou. Pegou o "ganho" e sumiu para o escuro, lá perto da na arena do rodeio. Eu me encontrei com os caras:&lt;br /&gt;-Fala Tackle, chegou cedo...&lt;br /&gt;- É, vim para não pagar a entrada, mas já gastei nesse bagulho aqui. Nem sei o nome, mas é forte, vai um gole?&lt;br /&gt;- Já se encontrou com alguém aí? - disse o outro.&lt;br /&gt;- Não, só troquei uma ideia com o Gente-boa ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontei para o escuro e eles nem ligaram. Rumamos para uma barraca qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 5 de fevereiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-5040428836876452507?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/5040428836876452507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/companheiro-acidental_05.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5040428836876452507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5040428836876452507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/02/companheiro-acidental_05.html' title='COMPANHEIRO ACIDENTAL'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TU4Yr9mw9xI/AAAAAAAAADk/dtzaAXpVBQY/s72-c/vira-lata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6570863566214072089</id><published>2011-01-30T10:49:00.005-03:00</published><updated>2011-02-03T14:49:44.129-03:00</updated><title type='text'>CADÊNCIA PIRILAMPA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUVs9bYAomI/AAAAAAAAADY/Ew1swIaWUXE/s1600/ESTRELA%2BCADENTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUVs9bYAomI/AAAAAAAAADY/Ew1swIaWUXE/s320/ESTRELA%2BCADENTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567976316889768546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta coisa preocupante acontecendo; tudo se resolvendo. Mas fica a tensão. Fechei o Luigi Pirandello que re-começava a ler, na busca de personagens, ao passo que os personagens buscavam facilmente o Luigi (com escritores famosos é bem mais fácil). “Vou abrir ‘A Palavra’, o Word, no caso; vai que escrevo algo”. Pensei até em beber uma Coca-Cola (Marca registrada) e comer duas torradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada rápida pelos poucos e-mails; não me aventurei nas leituras de sites e blogs. Comentei uma ou outra coisa no Facebook e nele mandei algumas frases de efeito. Falei com o pessoal, frivolidades, nada mais. Já estava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;meio-que&lt;/span&gt; desistindo, do quê, não sei; mas quase estava desistindo quando me veio a luz: “devo beber a Coca-Cola com gelo limão e cachaça?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cafeculturalecharutos.blogspot.com/"&gt;Jordan Dualibe&lt;/a&gt;, proprietário Café Cultural e Charutos, era o único presente na linha que poderia me ajudar.  Expliquei-lhe a situação e ele consentiu: “Aguardente tem o seu valor”. Logo, estava autorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia meio limão e dele fiz não a limonada, mas a cangibrina, bença-bençôe, meu filho. Preparado o goró, era questão de tempo para a coisa fluir... o texto. Bebi a primeira dose, fiz a segunda. Rabisquei três-quatro apontamentos, conectei-os com algumas ideias, veio o título, salvei e a luz acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz viera e a outra se fora. Laptop/notebook acesso ainda, claro. Apagado. O vizinho ligou o gerador, coisa corriqueira, pois lá não ficam sem novela. Duas, três caneladas nas poltronas, peguei a lanterna ao lado da porta da sala, achei as velas e as acendi. Fui ao “lá fora”, breu geral. Por um segundo pensei em fazer as torradas na torradeira, ó pá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o “lá fora”, na companhia dos cachorros, que saíram de seus sofás, e da caneca de cangibrina. “Devia ter comido aquela torrada antes, e o queijo que comprei com tanto sacrifício lá no mercadinho...” Mas o céu era do Sertão, conforme esta crônica do &lt;a href="http://grooeland.blogspot.com/"&gt;Groo&lt;/a&gt;. Muita estrela. Muitas estrelas. Era um céu para se curtir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou uma estrela cadente, fiz o pedido e não sei se ele foi com ela; acho que foi realizado, ou está sendo. Levei a espreguiçadeira para um lugar onde pudesse ver o máximo de firmamento. Passou outra, bem perto, meio verde. “Que estranho...”. Antes de me espreguiçar afastei os cachorros. Repousei a caneca de cangibrina, afastei os cachorros; cruzei os braços atrás da cabeça, à guisa de travesseiro, e afastei os cachorros de minha barriga. Um deles, apesar de refugado, voltou e ali ficou. Mais outra estrela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o rastro lácteo de estrelas, elas se duplicavam. São tantas e ainda se duplicam? Girando ainda mais do que a Terra. Outra estrela cadente, verde, rasante, pertinho. Não deu tempo de fazer o pedido. Ih! Outra! Quantas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estrelas cadentes estavam tão perto... e ainda faziam zigue-zagues no espaço. Até que uma foi parar no alpendre, ao lado da janela. Vagavam... pareciam me dizer: “Esta é sua última caneca, volta para o computador que a luz já vai voltar.”&lt;br /&gt;Voltou a luz, apagou, voltou de novo. Já dentro de casa, tirei umas fotos do momento cachaça. Fiz as torradas, derreti queijos e me pus a escrever. Os cachorros voltaram para os sofás e poltronas da sala depois que perceberem que não haveria mais migalhas de comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 27 de janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6570863566214072089?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6570863566214072089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/cadencia-pirilampa.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6570863566214072089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6570863566214072089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/cadencia-pirilampa.html' title='CADÊNCIA PIRILAMPA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUVs9bYAomI/AAAAAAAAADY/Ew1swIaWUXE/s72-c/ESTRELA%2BCADENTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-3181624666811487344</id><published>2011-01-26T23:24:00.007-03:00</published><updated>2011-01-28T16:35:14.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The End'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Doors'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estética'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL VII</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUDXyWWJW4I/AAAAAAAAADQ/xWl_Xofpxo8/s1600/download"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 196px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUDXyWWJW4I/AAAAAAAAADQ/xWl_Xofpxo8/s320/download" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566686399421832066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PRESENÇA “DE DOORS”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava aqui pensando: “Brother (eu), você ainda não escreveu algo sobre sua experiência na Rádio Imperial...”. Fui jurado de uma gincana cultural entre as escolas de Petrópolis. Como fui para lá? Explico, mas não será o assunto principal destas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “assucedeu” em 2001, pouco antes do farsídico 11 de setembro, e 28 anos depois do fatídico 11 de setembro. Trabalhava como instrutor de espanhol básico, ou básico instrutor de espanhol, ou espanhol básico de instrução; com direito a lições de cidadania, democracia e mais alguma coisa. Tanto que convidei um amigo meu, estudante de medicina, para dar uma aula sobre DST etc. Era um projeto da Secretaria do Trabalho do RJ e da Mitra Diocesana de Petrópolis, sob a coordenação de padre Jac. As aulas eram na escolinha anexa à Catedral de São Pedro de Alcântara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da 18 horas, mandei os estudantes para casa, apaguei o quadro, bati as mãos, peguei a pasta e partiria para casa quando apareceu um jovem. Jamais o havia visto. Trajava uma camiseta do The Doors, com o Jim Morrison atravessando uma parede: Break on Through.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor (sic) Thiago, o padre Jac quer falar com você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei-o até o refeitório. Pô, o cara já sabia meu nome, que fazer? Estava de consciência limpa pois não havia falado nada de mal contra o dogma nas aulas. Se me perguntassem algo do Santo Ofício eu aceitaria, tranquilamente, mas depois eu mandava um "Ma che si muove, si muove". Contudo, Ele me convidou para ser o jurado e aceitei. Sentamo-nos à mesa, aceitei um café com leite, tasquei requeijão numa torrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Jac foi me passando o esquema da gincana radiofônica. Às dezenove horas lá estaria, com a maior cara-de-pau que esculpi até então. O carinha da camiseta do The Doors ia e vinha da cozinha, trazendo as mais diversas provisões. Duas moças da limpeza apareceram na sala do refeitório, pegaram manteiga e dois pães e foram para a cozinha, naturalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvidas as questões, o padre se retirou dizendo que avisaria aos organizadores que já encontrara o terceiro jurado. Deixou-me à vontade para terminar meu lanche, bem como liberou o jovem morrisoniano para o mesmo (lanche). Depois de alguns silêncios e mastigações eu quis iniciar um assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, qual música você mais curte do Doors? &lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- The Doors, a banda, da sua camiseta.&lt;br /&gt;- Ah, nem sabia, só achei a camisa bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is The End of the post. Mas o início de uma reflexão sobre a expressão estética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 26 de janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-3181624666811487344?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/3181624666811487344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/ai-confunde-o-pesoal-vii.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3181624666811487344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3181624666811487344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/ai-confunde-o-pesoal-vii.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL VII'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TUDXyWWJW4I/AAAAAAAAADQ/xWl_Xofpxo8/s72-c/download' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-4479374396272209731</id><published>2011-01-21T18:00:00.008-03:00</published><updated>2011-01-21T20:50:41.024-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cismei com a Romênia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romênia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>CONSCIÊNCIA, MISSÃO E LEI</title><content type='html'>Filme &lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/policia-adjetivo/"&gt;Polícia,Adjetivo&lt;/a&gt; , Romênia,2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por causa da resenha do &lt;a href="http://carlosmagalhaes.com.br/2011/01/19/god-is-in-the-house/#comment-26"&gt;Professor Carlos Magalhães&lt;/a&gt; que logo me motivei a ver o filme "Politist adjectiv" que também poderia ser traduzido ou recebido a versão de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Policial, adjetivo&lt;/span&gt;. Horas depois de ler a resenha poderia assisti-lo pelo Telecine Cult, reprise, 2:15, logo depois do jogo Brasil x Colômbia do Pré-olímpico de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo-o a todos, e mais ainda aos que gostam de arte e ciências humanas. Mas sugiro, com veemência, que professores, pesquisadores e alunos das Ciências Sociais, Filosofia, Direito utilizem a película como material didático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas sugiro, com veemência"? o que eu quis dizer com isso? Como se pode sugerir algo com veemência? Se usasse a expressão "recomendo muito" o sentido ficaria mais brando e, logo, menos repressivo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista Cristi, casado, trinta e tantos anos, talvez, é um policial lotado numa delegacia de Bucareste. Digno homem da lei (Moral? Material?, da Constituição? Da Lei em si, se ela existir? Da Consciência?. Ele recebera a missão de investigar, perseguir e flagrar um usuário de haxixe e, naturalmente, prendê-lo; depois ou ao mesmo tempo, procuraria o traficante. Simples. Simples como suas razões no diálogo que tem com seu colega de departamento.&lt;br /&gt;- Salut Cristi.&lt;br /&gt;- Tem um lugar para mim lá onde vocês jogam Futitênis? Quero perder a barriga.&lt;br /&gt;- Não. É melhor você dar umas corridas. Você não joga bem.&lt;br /&gt;- Mas você nunca me viu jogar!&lt;br /&gt;- Nem precisa, você joga mal futebol. Vai nos atrapalhar.&lt;br /&gt;- Nem uma chance?&lt;br /&gt;- Não, é melhor não. Corra, você perderá a barriga mais rapidamente.&lt;br /&gt;- ... tudo bem. Salut.&lt;br /&gt;- Salut.&lt;br /&gt;(Traduzido diretamente do romeno, menos o "salut")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, os relatórios de Cristi sobre o caso não mostravam um discurso semelhante ao diálogo, bem como, possivelmente, seu sentimento era ainda... vacilante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Em vez de prender este garoto, que nada tem de anormal dentro da sociedade que se procura ser ideal, poderia haver uma solução. Quem sabe ir direto ao traficante? Sete anos de prisão para aquele estudante? Até porque, a Europa toda está fumando, em Praga mesmo, e Amsterdã, então?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm1717949/"&gt;Corneliu Porumboiu&lt;/a&gt; , coincidentemente de minha geração, espelhou-se em Michelangelo Antonionni na intensidade das cenas, dando uma impressão de filme "muito parado" dentro do padrão frenético dos filmes policiais e de ação. Entretanto, por isso mesmo que podemos reparar nos detalhes, como se as cenas tivessem saído das folhas de "Memórias do Subsolo", de Doistoiévski ou das descrições de Albert Camus, em "A Queda". É intenso, e muito movimentado para nossas mentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer parado também porque não há aquela trilha sonora especial para a audiência. A música vem do que as personagens estão ouvindo. Mirabela Dauer, famosa cantora e letrista da Romênia antes e depois do regime comunista, é ouvida por Anca, a mulher de Cristi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se a impressão que o casal passa por uma séria crise, mas quando parece que vai se degringolar uma discussão, há troca de gentilezas, aquiescências de opiniões, aceitação de críticas. E nessas conversas entram questões gramáticas e semânticas; filosóficas e literárias sobre a letra da música da, agora para mim famosa - perdoem-me os romenos - Mirabela Dauer. Razão x emoção, concreto x abstrato. Tomismo. Linguística...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trailer está nos links. Prestem atenção nos diálogos e na música. Língua (limba) latina e sotaque eslavo. Muito interessante. Ah! E a cerveja que ele toma é a Skol europeia!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Multimesc, salut&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TToLz89bbyI/AAAAAAAAADI/uIEHa7iY84Y/s1600/police%2Badjective_05.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TToLz89bbyI/AAAAAAAAADI/uIEHa7iY84Y/s320/police%2Badjective_05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564773276734680866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reparem no muro atrás. Há uma pichação de Forta Steaua (Força Steaua [Bucureşti]), time de futebol mais popular da Romênia. Mas há também, vocês verão, o símbolo do Chicago Bulls pichado. Achei interessante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-4479374396272209731?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/4479374396272209731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/consciencia-missao-e-lei.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4479374396272209731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4479374396272209731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/consciencia-missao-e-lei.html' title='CONSCIÊNCIA, MISSÃO E LEI'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TToLz89bbyI/AAAAAAAAADI/uIEHa7iY84Y/s72-c/police%2Badjective_05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1539642750273669392</id><published>2011-01-19T17:18:00.002-03:00</published><updated>2011-01-19T17:29:37.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tragédia'/><title type='text'>VOLTEMOS</title><content type='html'>Está difícil, mas vamos lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro em Teresópolis e passo as férias em Itaipava onde eu estava na noite do dia 11 de janeiro para o 12. Consegui uma cena maravilhosa para escrever e relatar aqui, dentro do estilo literário que procuro dispor para meus leitores e amigos. Como já havia publicado umas besteirinhas no dia anterior, 10, resolvi esperar mais uns dias, embora tivesse começado a escrever a crônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sobre a ridícula cena de como consegui ficar preso no banheiro. Pouco antes eu vi um filme na companhia de meu pai, comentamos algumas coisas e nos despedimos, boa noite. Antes de jogar as latinhas no lixo, deixei-as em cima da mesa e fui ao banheiro; encostei a porta porque a lingueta apresentava problemas. Ela faz parte do miolo ou máquina,(coisa que soube depois e ainda não sei o nome daquilo) na estrutura de uma fechadura (perdoe-me pelos cacófatos em forma de rima) e quebrou no momento em que eu, em atitude normal, encostei a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as tentativas de abrir e nada. O barulho naturalmente despertaria meus familiares; felizmente, nenhum deles havia dormido. A presença deles me deixou muito calmo e não me deixasse traumatizado por tal vexatória situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steve McQueen seria minha inspiração. Nesse caso, não sua vida, mas suas personagens em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fugindo do Inferno&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Papillon&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inferno na Torre&lt;/span&gt;. E não era o caso de se aludir ao Edmond Dantès, de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Conde de Monte Cristo&lt;/span&gt;, de Dumas, pois não havia nenhuma vingança em vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi, do basculante, as ferramentas para poder desmontar as dobradiças: a única solução encontrada. Martelo e chave de fenda sem a parte do apoio, que faria as vezes de alavanca. As dobradiças estavam bem presas, obrigando-me a me inspirar em McGyver, durante todo o meu processo de liberdade. A falta de jeito não mandou lembranças, ela esta ali, comigo, me atrapalhando. Chovia muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre, percebendo a chuva, desconectei as tomadas dos aparelhos eletrônicos mais sensíveis, apesar de não haver raios e trovões. Escrevi, fiz palavras cruzadas, ameacei religar a televisão, mas impedido pela nova remessa de chuva, agora com raios-trovões. Dormi no sofá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes das seis, meu irmão acorda e vai se arrumar para ir ao trabalho. “ A que horas passa o ônibus mesmo?”. “ Vinte pra hora, creio”. Às sete ele voltou: “Enchente, a estrada está interditada, ninguém entra ninguém sai. Vou esperar dar umas oito horas e ligar para o trabalho para comunicar a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos acordados. Vimos algumas reportagens, mas a energia acabou logo. Nossa primeira notícia foi dada pela moça que trabalha conosco, ligando para o telefone fixo (funcionava). Pensamos se tratar de mais uma enchente, infelizmente comum, na qual os mortos seriam “só” uns desditosos 16, 17; algumas casas invadidas pela água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal que limpa a piscina conseguiu chegar aqui em casa, soubemos do trânsito e da situação. A coisa era muito mais séria. &lt;br /&gt;Meus pais e meus irmãos saíram para os respectivos trabalhos. Voltaram no fim da tarde, “Thiago, você não imagina!”. A energia voltou, pudemos ver as imagens, imaginar. No dia seguinte, justamente para consertar a maçaneta da porta, eu vi as imagens. Assustadoras. Lá estive e agi, conforme o que poderia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte, a boaventura, sei lá o quê, anda comigo. Recebemos milhares de telefonemas. Eu agradeço a todos, sem saber ainda como, a preocupação comigo e conosco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pieguice, apesar de meu lado racional sempre emperrar meu emotivo, fiquei abalado. O horror ao lado e eu, nós, bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 19 de janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1539642750273669392?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1539642750273669392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/voltemos.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1539642750273669392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1539642750273669392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/voltemos.html' title='VOLTEMOS'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-2029359355324313116</id><published>2011-01-10T10:37:00.006-03:00</published><updated>2011-01-26T23:35:26.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempestade de ideias e aparências'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL VI</title><content type='html'>Confusões da Infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cazuza e Lauro Corona&lt;/span&gt;: além da semelhança física, posso ter despertado tal confusão por causa do filme “Bete Balanço”, de 1984, onde apareciam os dois. Isso se estendeu até à novela Direito de Amar, quando soube o nome de Lauro Corona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dina Sfat e Fernanda Montenegro&lt;/span&gt;: é mais confuso saber o porquê dessa confusão. Eu acho que tem a ver com o Paulo José, marido da Dina, e o Paulo Autran, nas duplas com Fernanda Montenegro, principalmente em “Guerra dos Sexos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Felipe Carone e Gianfrancesco Guarnieri&lt;/span&gt;: o bigode, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Carlos Drummond de Andrade e Mário Lago&lt;/span&gt;: suas caricaturas e algumas fotos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara&lt;/span&gt;: talvez por causa do Império Serrano. Lembro-me de um documentário sobre Jovelina depois de sua morte, em 1989. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;David Bowie e Mick Jagger&lt;/span&gt; eram dos Rolling Stones, por causa do clipe “Dancing in the Street” que passava na TV RIO, de madrugada até as primeiras horas da manhã, antes da Kombi do seu Roberto passar e me levar para o colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mário Gomes, Evandro Mesquita e Kadu Moliterno&lt;/span&gt;: talvez por afinidades intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paula Toller e Marie Fredriksson&lt;/span&gt; (Roxette): loiras e de cabelos curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Billy Idol e Supla&lt;/span&gt;: clássica e proposital e também loiros de cabelos curtos, espetados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava muito da música do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Roupa Nova&lt;/span&gt;, porque cantavam a música “Amante Porfissional”, que é na verdade, da banda &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Herva Doce&lt;/span&gt;. Descobri isso já adulto, num videokê no sempre aludido, Bar Tic-Tac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era apaixonado pela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lidia Brondi&lt;/span&gt;, mas era para ser a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Myriam Rios&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mayara Magri&lt;/span&gt;, correndo por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lembrado por Jordan Dualibe): &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ricardo Montalban&lt;/span&gt;, o eterno Sr. Roarke da "Ilha da Fantasia" e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Adriano Reys&lt;/span&gt;, o também eterno médico das novelas, destaque para "Ciranda de Pedra" e "Barriga de Aluguel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Freudiana) Na novela “Gabriela”, quando reprisada: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Armando Bogus&lt;/span&gt;, como Nacib, era meu pai; Sônia Braga, como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gabriela&lt;/span&gt;, minha mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E paramos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 10 de janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-2029359355324313116?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/2029359355324313116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/ai-confunde-o-pesoal-v.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2029359355324313116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2029359355324313116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/ai-confunde-o-pesoal-v.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL VI'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6744348745502777044</id><published>2011-01-03T18:39:00.008-03:00</published><updated>2011-01-05T20:38:18.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasia humana'/><title type='text'>CUIDADO VANGELIS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TSJEG7nOCZI/AAAAAAAAADA/aYKTsyHJc8w/s1600/Nevasca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 177px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TSJEG7nOCZI/AAAAAAAAADA/aYKTsyHJc8w/s320/Nevasca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558079776000706962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe, com aquele mesmo sorriso, braços abertos para lhe acolher. Ele estava estranhamente menor, com 11 ou 12 anos, mas com a cabeça, a mente, os pensamentos de sua idade adulta, 26. Sua mãe vinha e ele ia à ela. Mais atrás, porém, uma figura crescia, tomava moldes de uma velha, tão apavorante quanto pequena, vinha crescendo uma silhueta macabra. À medida que a velha superava o tamanho de sua mãe, ultrapassava-a. Começava a ganhar as formas, os semblantes, a voz de seu senhorio, a quem devia dois meses de aluguel e o ameaçava de despejo. Ele olhou para os lados, via o oráculo; e depois, seu pai aparecia com uma foice, sério, forte. Ele berrava e nada saía. Era em grego, era em inglês. Ouvia sua mãe lhe chamar pelo carinhoso apelido: “Vangas”; seu pai, ocultado por uma fumaça, severo e carinhoso: “Vangelis”. E a foice virava machadinha apontada para a figura do senhorio. A velha figura do senhorio lhe falava: “Hey, Sr. Kapatos, é para hoje, e a responsabilidade é sua”. Ele tentava berrar, se explicar, se desculpar de não sei o quê, tentava se destravar, chegar até sua mãe... a machadinha disparou para uma direção qualquer e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhhhhh! Matras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltou o grito, curto, algo como “Mãe”, em grego. Recuperou a respiração e se aliviou um pouco, não sabe de quê? Ainda estava sob os cobertores, apesar do aquecimento central de seu apartamento em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Old Astoria&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Queens&lt;/span&gt;, NY. Havia forte luz pelas frinchas de sua janela. Devia ser quase dez da manhã, ou talvez cinco p.m. Esticou-se na cama, saindo da posição fetal, suava. Despertou, afinal, ao sentir o odor dos cigarros que estavam no cinzeiro da cabeceira. Sentou-se na cama. Há um mês, pouco mais, pouco menos, não sonhava daquela maneira. Tentou tatear o interruptor do abajur, desistiu e somente pegou um dos maços que estavam à mesa. Um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;George Karelias&lt;/span&gt;, o cigarro de seu pai, Dimitrios, causa da luta dele contra o câncer; por isso deixou os maços... com ele. Procurou acendê-lo, mas não achou o isqueiro. Levantou-se para ir até à cozinha, um fósforo ou numa das bocas do fogão poderia resolver o problema. Ainda grogue, tropeçou em algo, xingou em grego. Era uma edição em capa dura, bem elaborada e comentada, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Crime e Castigo&lt;/span&gt;, em inglês. Livro sugerido por Irina, presente dela, sua namorada russa. Ela chegou aos Estados Unidos pouco depois que ele, três ou quatro anos depois. Mas se conheceram em 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o livro e o pôs na cabeceira, agora acendendo o abajur, achou o isqueiro, que estava dentro do maço de Camel, seu cigarro. Viu os remédios, a tarja preta aclarada pelo amarelo da lâmpada. Desejou beber algo, mas se lembrou os remédios tinham horários. Sua tia lhe traria mais caixas de Rivotril? Pai e mãe em Larissa, mas seus tios ainda em Nova Iorque, além da comunidade grega, forte. Sua tia compraria mais uma caixa para ele. Seria a hora do remédio? Dr. Kaczinsky, que disse ele mesmo? Não repetiria a tolice de engolir uma caixa inteira e beber Bourbon. Ou foi com vinho? Chega desta besteira:“encare-se, Vangelis”. Que horas seriam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou o celular, mensagens. Foi ao telefone fixo, a secretária-eletrônica lhe informava onze mensagens. Deixou-as se pronunciar sem as ouvir. Lia o capítulo em que Raskolnikhov estava em vias de assassinar as irmãs Ivanóvna: a cena primorosa do romance de Dostoievski. Justo este, como assim, como não? Foi à geladeira e pegou uma garrafa d’água; queria vodca. Lembrou-se do horário dos remédios e também de sua vida. Será que Irina gostaria do filme &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zorba, O Grego&lt;/span&gt;, presente que ele guardava para ela para o dia 6 de janeiro? O dia que os cristãos ortodoxos se presenteiam, dia dos reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou o pensamento, largou o livro foi colocar a trilha do filme &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Zorba, O Grego&lt;/span&gt;, obra musical de Mikis Theodorakis. Abriu a janela, para que todos ouvissem sua Grécia. Sentou-se na cama novamente, apagou o cigarro, olhou a capa do CD e também a do DVD. É impressionante como Anthony Quinn se parece com seu pai, mas ele não tinha nada a ver com Alan Bates. Seria melhor Irina ler o livro em vez de ver o filme? Que tal os dois? Ela veria pelos olhos do diretor cipriota Cacoyannis, e leria as belezas descritas por Nikos Kazantizakis, o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estão vocês? Odeio a neve! Hellas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritou em grego. Acendeu um Camel, depois o apagou e pegou mais um Karalis. Aumentou o som, começou a dançar como Zorba e Basil no filme, como dançavam todos seu familiares e conterrâneos nas festas no Queens. Bateram na porta, o celular tocava. Atendeu o celular, era Gürcan, seu colega turco, na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Saint John’s University&lt;/span&gt;. Desligou. Começou a dançar. Dançava como nunca. Pararam de bater na porta. Desligou o som. Foi dançando até a porta. Olhou pelo olho-mágico, ninguém. Sentia um frio, uma saudade. Parou, bebeu mais água, largou a garrafa no chão, jogou o cigarro no cinzeiro. Tudo se apagou. Sem mais lembranças. Uma mistura de tudo e nada. De lixo e frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltou pela janela, tomando distância desde a cama. Um mergulho de profissional, nono andar, 30 metros. Seu corpo fez a curva perfeita no ar. Era o primeiro domingo do ano de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/suposto+suicida+e+salvo+por+pilha+de+lixo+em+nova+york/n1237908963471.html"&gt;CLIQUE AQUI E CONTINUE A HISTÓRIA, NA VIDA REAL&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 3 de janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6744348745502777044?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6744348745502777044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/cuidado-vangelis.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6744348745502777044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6744348745502777044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2011/01/cuidado-vangelis.html' title='CUIDADO VANGELIS'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TSJEG7nOCZI/AAAAAAAAADA/aYKTsyHJc8w/s72-c/Nevasca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-4604884246950442437</id><published>2010-12-27T13:03:00.002-03:00</published><updated>2010-12-27T13:29:35.530-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discurso'/><title type='text'>ANTIGAMENTE E OUTRAS MEDIDAS DE TEMPO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TRi8Ai_KEiI/AAAAAAAAAC4/QHBdTzjgusk/s1600/rel%25C3%25B3gio%2Bdo%2Bsol.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 157px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TRi8Ai_KEiI/AAAAAAAAAC4/QHBdTzjgusk/s320/rel%25C3%25B3gio%2Bdo%2Bsol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555396857939235362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que falar do tempo requer enormes teses de estudo, textos, conversas e discussões. Entretanto, falarei sobre alguns pontos de termos e expressões relacionados ao tempo em nosso discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt;, meu filho, as coisas não eram assim, eram muito melhores... muito melhores. Você veja bem, qual sua idade mesmo? Nossa, muito jovem ainda, mas veja bem, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;outro dia mesmo&lt;/span&gt;, conversava com a Dona Conceição sobre isso, acho que foi ainda esta semana, ou no início do fim da outra, não sei bem. Isso aqui tudo, quando a gente, eu e o falecido Magela, que Deus o tenha, comprou esta casinha aqui, isso aqui tudo não tinha nada. Era só aquela casinha laranja ali, a de chaminé, o resto tudo verde, floresta. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De uns dez anos para cá&lt;/span&gt; está assim, cheio de casas. Ai, ai... ô, acho que o cafezinho está pronto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos três noções de tempo muito comuns em nossa linguagem. Duas bem evasivas: “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;outro dia mesmo&lt;/span&gt;” (algumas variantes, como “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agora-pouco&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agora faz pouco&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não faz tanto tempo assim&lt;/span&gt;” etc.) e outra que apresenta uma precisão científica: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;há dez anos&lt;/span&gt; ou, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;dez anos atrás&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outro dia mesmo&lt;/span&gt; é possível nos dar leve noção do tempo, não chega a um mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dez anos passados&lt;/span&gt; é o tempo exato que uma cidade ou um bairro evoluiu bastante, inclusive dando características de cidade ao que era uma vila, de bairro ao que era apenas uma estrada que ligava dois bairros importantes, de comunidade vertical ao que era uma singela colina, de bairro comercial-popular ao que era somente residencial-elitista-sofisticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt;, via de regra, não vem acompanhado do contexto histórico. Isso pode prejudicar a comunicação. O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt; possui duas constantes, menos matemática do que emocional, abstrata: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ERA BEM MELHOR&lt;/span&gt;: Sempre o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt; era bem melhor; independe da pessoa e de sua história. Uma vez, no balcão do bar Tic-Tac, em Petrópolis, recebia uma aula de Altemar Dutra ou Ataulfo Alves, motivada pela revolta do som que vinha do videokê no segundo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora é só essas músicas aí, funk, pagode, Lulu Santos. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antigamente&lt;/span&gt; era bem melhor, tinha seresta, a gente conquistava as meninas com violão, com a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí citou os grandes intérpretes e compositores dos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bons tempos&lt;/span&gt;. Nesse caso, temos vaga ideia do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt; do qual ele se refere; é, certamente, o tempo de sua juventude. Mas há casos que o antigamente, dentro de um discurso, varia entre as primeiras aglomerações familiares de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;australopithecus&lt;/span&gt; até, digamos, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;esses dias mesmo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;faz nem um mês&lt;/span&gt;. Agora, imaginemos uma narrativa qualquer em que a pessoa diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antigamente&lt;/span&gt; não era assim, as pessoas tinham mais respeito pelas outras, para com o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antigamente&lt;/span&gt; quando? Que época da história da humanidade vivíamos nesse Falanstério de Charles Fourier, ou na Pasárgada de Manuel Bandeira ou, mais &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt;, a dos persas, clamada por Estrabão? Quando existiu esse paraíso de respeito mútuo? Isso é outro assunto. Passemos para a segunda constante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JUVENTUDE&lt;/span&gt;: Millôr Fernandes já se questionou: “Quando é que a mocidade começou a ficar tão chata e imoral? Não foi quando você completou quarenta anos?” &lt;br /&gt;E em outra oportunidade, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;já faz um tempo&lt;/span&gt;, eu recebi um e-mail com frases do período da Antiguidade Clássica e Oriental, do Alto e do Baixo Medievo, da Renascença Moderna, do Iluminismo, do longo século XIX, da transição o XIX para o XX, do entre Guerras, do pós- Guerra, da contemporaneidade atual ou pós-modernismo, do fim da História, de Fukuyama. Em todas as épocas a juventude foi a bola da vez, conforme uma antiga crônica no &lt;a href="http://www.canisfamiliares.blogger.com.br"&gt;Canis Familiares&lt;/a&gt;, de 2004, creio. Resumindo todas as frases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa juventude atual não quer nada com nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um toque de preconceito, rancor e extremo saudosismo. Porque parece que por mais que a vida na juventude de uma pessoa tenha sido sofrida e que em sua idade avançada, 40, 50, 60 anos em diante esteja mais tranqüila, compensando os esforços do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt;, os bons tempos do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;antigamente&lt;/span&gt; prevalecem de alguma forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, o tempo; o estudo do tempo e a sua relação com ele, tempo inventado, tempo natural... é algo fascinante, de infindáveis questões e temas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudade de alguns pontos do antigamente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no ano-novo, mais uma vez, marco inventado por nosso recente calendário cristão (padrão mundial), possamos nos divertir e nos emocionar com as boas lembranças e com os projetos para o futuro, esse tempo também não sabido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaipava, 27 de dezembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-4604884246950442437?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/4604884246950442437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/antigamente-e-outras-medidas-de-tempo.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4604884246950442437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4604884246950442437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/antigamente-e-outras-medidas-de-tempo.html' title='ANTIGAMENTE E OUTRAS MEDIDAS DE TEMPO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TRi8Ai_KEiI/AAAAAAAAAC4/QHBdTzjgusk/s72-c/rel%25C3%25B3gio%2Bdo%2Bsol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-219487432010212055</id><published>2010-12-15T15:07:00.002-03:00</published><updated>2010-12-15T15:42:56.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='astúcia'/><title type='text'>POUCAS E BOAS 1</title><content type='html'>1) “Al-&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Suavited&lt;/span&gt;, a equipe tunisiana de vôlei, da cidade de Sfax, faz sua estreia no mundial de clubes, o campeão africano. Vamos à formação inicial: número 12, o grandalhão &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Oande&lt;/span&gt;; o 7, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reternud&lt;/span&gt;, atacante de ponta; o outro ponta, 6 &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pangst&lt;/span&gt;, o polonês; o oposto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Subed&lt;/span&gt;, com a número 11; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brolium&lt;/span&gt;, com a 16, outro gigante e o levantador &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ebils&lt;/span&gt;, com 2; aí o líbero, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bumshe&lt;/span&gt;, com a 15. O técnico &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hobions&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando temos que digitar algumas letras para validar nossos comentários em alguns blogs? Então, todos os nomes em destaque foram colhidos desses aplicativos. Pode-se inventar bastante coisa com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Meia-noite e meia, por aí, a gente estava lá em casa esperando passar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Two and a Half Men&lt;/span&gt;, no SBT. De repente, surge um programa de joguinhos onde você, telespectador, participa pelo telefone (preço de uma ligação de celular para São José do Rio Preto). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, será que vai ficar nessa?&lt;br /&gt;- Não pode ser, deve ser rapidinho, e daqui a pouco passa o seriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás da bela moça, que não parava de falar um segundo, havia um painel com cheio de círculos e neles estavam escritos valores que variavam de R$ 100,00 a R$ 1.000,00. A mocinha anunciou que ficaria na nossa companhia a madrugada inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o tema de hoje é: animais com a letra C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embasbacados com a dificuldade do desafio, em menos de 10 segundos conseguimos dizer uns 15 animais começados com a letra C. Quem acertasse o animal que estivesse no painel ganhava a quantia discriminada E começaram os telefonemas: cavalo, 100 Reais; coelho, 300; cachorro, 200. Percebemos que quanto mais comum o bicho menos o seu valor, é lei da Zooeconomia. O de mil Reais poderia ser o quê? Caranguejo, coala, catatua, castor... Capivara, talvez, o mais nacional e o menos lembrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos três animais vieram as dificuldades da galera que ligava. Uma campainha de telefone de repartição estourava a cada chamada. Camelo, 400 pratas. Aí, a coisa ficou difícil para a população. Uns ligavam e nem sabiam do que se tratava o joguinho, mas a bela e palradora modelo, pacientemente, explicava tudo de novo. Apostavam em coiote, curió, nos animais já escolhidos. Canguru, estranhamente, não constava na lista. Eu juro, pensei em ligar para lá quando dobraram os valores no painel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ligar para essa parada. – eu sugeri. Dois barão nisso já paga os alugueres de janeiro e fevereiro, e o Seu Jorge vai ficar felizão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E podemos até comprar outro bujão de gás, um porta galão de água, duas garrafas de Jack Daniels e demais cervejas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes crer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alou quem está na linha?&lt;br /&gt;- Gilberrrto.&lt;br /&gt;- Então, qual o seu palpite?&lt;br /&gt;- Palpite de quê, meu?&lt;br /&gt;- Um animal com a letra C, dê uma olhada no nosso painel...&lt;br /&gt;- Letra C?&lt;br /&gt;- Isso...&lt;br /&gt;- É.. Porrrrco.&lt;br /&gt;- Porco? (buzininha explodindo, errado!) Não, não tem aqui (a modelo não segurou muito bem a gargalhada, mas conseguiu manter a linha). Porco começa com a letra P. Próximo participante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não conseguíamos ficar nas cadeiras. É difícil rir tanto no mesmo lugar, paradão. O outro participante já estava na linha, mas a mulher também não se agüentava e soltava umas gargalhadas fingindo que ria somente pela simpatia que sua profissão lhe obriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fim, perdemos o dinheiro e o seriado. O sono chegava, fui para o meu quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 15 de dezembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-219487432010212055?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/219487432010212055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/poucas-e-boas-1.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/219487432010212055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/219487432010212055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/poucas-e-boas-1.html' title='POUCAS E BOAS 1'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-5880411053520570814</id><published>2010-12-14T20:24:00.007-03:00</published><updated>2010-12-14T20:35:53.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><title type='text'>O ENTREVISTADO DA VEZ</title><content type='html'>A página cultural &lt;a href="http://castelodopoeta.blogspot.com/2010/12/biblioteca-thiago-quintella.html"&gt;Castelo do Poeta&lt;/a&gt; me convidou para uma entrevista e eu a concedi. É uma honra participar de lá. Agradeço a João Lenjob, poeta, pela grata experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-5880411053520570814?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/5880411053520570814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/o-entrevistado-da-vez.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5880411053520570814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/5880411053520570814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/o-entrevistado-da-vez.html' title='O ENTREVISTADO DA VEZ'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6714656541865342801</id><published>2010-12-05T09:12:00.004-03:00</published><updated>2010-12-05T22:27:10.207-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lapa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cervejas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Competição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comedinhas'/><title type='text'>MAIS UMA DE "ROCK"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TPuFMDgSACI/AAAAAAAAACs/LkcbvREQfqs/s1600/Tchaikovsky.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TPuFMDgSACI/AAAAAAAAACs/LkcbvREQfqs/s320/Tchaikovsky.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547173808182525986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COMBATE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sabia da polêmica. Um não gostava da opinião do outro sobre &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Guns ‘n’ Roses&lt;/span&gt; (doravante, Guns) ser uma banda rock-farofa. Eles se encontraram com a galera no Bar Arco-Íris, Lapa-RJ. Parte do pessoal iria para a Rio Scenarium, outra iria para o Teatro Odisseia para assistir a uma sequência de bandas de rock. Minha tendência era ir para este último evento, mas alguns me sugeriram ir à Casa Hombu, pois um DJ alternativo seria a atração do local. O preço “accessível”, a cerveja de garrafa e a curiosidade intensa em saber do que se tratava um DJ Alternativo levaram-me para seguir a Terceira Via. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes, os dois da discussão antiga voltaram a se enfrentar e eu ali, latão na mão, tentando entender deveras o ponto-chave do debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É farofa sim! Todo mundo sabe, todos conhecem até quem não gosta e rock gosta de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sweet Child O’ Mine&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;- Não é farofa nada! Algumas músicas podem ser, mas isso não quer dizer que a banda é ruim. Guns é muito bom!&lt;br /&gt;- Tem razão, – eu disse – a banda pode ser farofa, mas pode ter qualidade. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Smoke on the Water, Come As You Are, Cocaine&lt;/span&gt; e... – interrompido.&lt;br /&gt;- Tudo isso farofa! É farofa!&lt;br /&gt;- A música ou a banda?&lt;br /&gt;- A música... e a banda também! Ah, não sei. Só sei que é farofa! &lt;br /&gt;- Então, - tentei intervir de novo – há um certo reducionismo em definir uma banda ou música de farofa somente e tão-somente por causa de sua popularidade, digamos assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum dos dois me ouviu. Iniciaram uma disputa de quem sabia mais de bandas não-farofas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conhece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Boston&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Claro, e conhece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cinderella&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Tá vendo? E aí, conhece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Misfits&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Também não, conhece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Kansas&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Óbvio que eu conheço! &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Doghouselords&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fairport Convention&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Aí não, quem conhece banda é ele aqui – eu, no caso. E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Poison&lt;/span&gt;? Conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda no caso eu ficava olhado para os dois alternadamente a cada desafio lançado. Só Kid Vinil seria o melhor árbitro de tal peleja. Continuavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Putz, claro, é meio farofa mas é legal...&lt;br /&gt;- Ah! Viu só! E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Skid Row&lt;/span&gt;? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí mandei a questão, na minha vez de interrompê-los. Simulei um acorde de guitarra bem heavy metal:&lt;br /&gt;- E Tchaikovsky? – pléunnn – Conhecem?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Essa não...&lt;br /&gt;- Mas, peraí, já ouvi falar sim... Ah! Bobo.&lt;br /&gt;- Pô, brother, não confunde a gente!&lt;br /&gt;- Pô digo eu, a discussão não iria a lugar nenhum. É a vez de quem pegar a cerveja?&lt;br /&gt;- Sua mesmo.&lt;br /&gt;- Podes crer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei, outros tinham se juntado à roda e a celeuma anterior ameaçava voltar, mas com outros participantes. Entreguei as latinhas para os que me pediram e sugeri:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, procure na Internet a Marcha Eslava, de Tchaikovsky. É meio farofa, muita gente conhece ou já a regeu, até na China, mas tem qualidade. É estilo hardcore melódico. Mas já a música 1812 é heavy metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa, esquecia-me do DJ Alternativo, que na verdade eram dois. Não só as músicas como o visual de ambos eram alternativos, mas isso será descrito em outra ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 5 de dezembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6714656541865342801?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6714656541865342801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/mais-uma-de-rock.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6714656541865342801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6714656541865342801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/12/mais-uma-de-rock.html' title='MAIS UMA DE &quot;ROCK&quot;'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TPuFMDgSACI/AAAAAAAAACs/LkcbvREQfqs/s72-c/Tchaikovsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-347891106489565377</id><published>2010-11-26T03:32:00.009-03:00</published><updated>2010-11-28T00:37:55.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DNIT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tabagismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nordeste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ornitologia'/><title type='text'>ORNITOLOGIA DE CAMPO E AR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TO9fc9-IUdI/AAAAAAAAACk/c3E4XwFA2WE/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TO9fc9-IUdI/AAAAAAAAACk/c3E4XwFA2WE/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543754617592500690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que não sabem, a rodovia Philúvio Cerqueira Rodrigues está em obras e, por vezes, a viagem é interrompida para, a fim de que, ponham concreto na estrada com o intuito objetivado de, pelo amor de Deus - e todos os outros - consertem e concertem e concretizem a BR-495, de uma vez por todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando para (verbo parar) para (contração das preposições e artigo) que o concreto exerça sua função, são 40 minutos de "descanso". O ônibus chegou no regressivo 39 minutos e 46 segundos. Aos 38 regressivo, em ponto, estava eu com os pés na estrada fumando um cigarro na companhia do motorista "sobrenome no crachá", como de praxe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas daqui a pouco vem a chuva, olha como tá quente... abafado.&lt;br /&gt;- Me empresta o isqueiro? Obrigado. Sim, típico desta época, esse mundo tá mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mormaço. Aquele mesmo, o perigoso: sai desse mormaço menino, quedequê mormaço queima!&lt;br /&gt;E daí, nós, eu e o motorista mais o cara da guarita e outro da coordenação da guarita, sob aquele branco prata do céu... aí a ave... A AVE, ousa voar. O coordenador da guarita se manifesta primeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ó o gavião...&lt;br /&gt;E o motorista:&lt;br /&gt;- Ah né não, é urubu, conheço urubu de longe.&lt;br /&gt;E olham para mim, ao qual, automaticamente, olha (olho) para cima:&lt;br /&gt;- Sei não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega um detrás do ônibus, oriundo de um caminhão:&lt;br /&gt;- Ó o gavião... gaviãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolta. Confundem-se as hipóteses, travestidas de teses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É não, isso é urubu.&lt;br /&gt;- É nada. Conheço aerobu (sic). O bicho não voa sozinho. E cadê o cheiro de carniça? Nem sinto inhaca. É gavião, dos pequenininhos, olha como ele voa!&lt;br /&gt;- Mas gaviãozinho parece cumurubu, aqui não tem esses não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega outro elemento: &lt;br /&gt;- Ó, espia, o gavião...&lt;br /&gt;- Né não, espera passar aqui por cima... Ualá, viu?&lt;br /&gt;- Vi, é gavião. Urubu quando voa, fica com as asinhas parecidas assim ó, com as mão.&lt;br /&gt;- Alá ("olha lá", e não o Deus do Islã), tá decendo, para encontrar com o bando, é iorubu. Que cê acha que é?&lt;br /&gt;- Eu? - eu mesmo - bom, pelo rasante, é gavião, mas pela cor é urubu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendia para que fosse o gavião, mas surgiram vários urubus nos entrementes. E aquele brilho do mormaço não resolvia nossa ciência. Os que ficam na guarita falaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem muito pássaro esquisito aqui, mas esse é gavião. - Disse um.&lt;br /&gt;- Ó, vendo daqui, está mais para urubu.&lt;br /&gt;- E tu, gordinho? - Questão direcionada a mim - é o quê?&lt;br /&gt;- Eu? É o Carcará!&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem teve que seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 23 de novembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-347891106489565377?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/347891106489565377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/11/ornitologia-de-campo-e-ar.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/347891106489565377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/347891106489565377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/11/ornitologia-de-campo-e-ar.html' title='ORNITOLOGIA DE CAMPO E AR'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TO9fc9-IUdI/AAAAAAAAACk/c3E4XwFA2WE/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1999991596951511271</id><published>2010-11-06T20:46:00.005-03:00</published><updated>2010-11-07T12:06:46.763-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceito zodiacal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Astrologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria Política'/><title type='text'>SABE O QUE QUE É, DOUTOR?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TNXqXf11ofI/AAAAAAAAACc/MgVEdxNIsmo/s1600/CAbra"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TNXqXf11ofI/AAAAAAAAACc/MgVEdxNIsmo/s320/CAbra" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536589006327095794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SEGREGAÇÃO DO CAPRICORNIANO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Relato de caso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;G., 38 anos, cearense do Crato, divorciado, médico, residente nesta cidade (Rio de Janeiro). Trajes em alinho, denotando cuidados com a higiene e aparência, porém, transpirava pela fronte e pelas axilas; leve ansiedade e tensão, apesar de bem humorado. Fala normalmente cadenciada, com breves momentos de excitação nas palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe o que é, doutor? De repente, de uns tempos para cá, a maioria das pessoas que convivem comigo, meus amigos, colegas de trabalho e até as pessoas que conheço em alguns eventos, congressos, reuniões, todas, doutor, até meus familiares em Fortaleza e no Crato, começaram a falar de astrologia com muita frequência. Não que isso seja problema, sempre falei disso, eu sei o meu signo, tanto no zodíaco quanto no chinês: Capricórnio e Rato, respectivamente; essas curiosidades, sabe como é? Mas veja bem, o assunto de astrologia que chegava no atualmente, não era levado na ingenuidade, na simplicidade; não como uma diversão, nem mesmo como uma coisa séria, mas respeitosa. As pessoas começaram a levar a sério o que pregava esse signo, todos os signos, diziam, previam, sei lá! Elas, essas pessoas antes minhas amigas, já tinham a consciência de todo meu comportamento, de meu caráter, quem sabe até de minha vida, doutor, assim que falava que era de capricórnio. Doutor, o senhor carece de me perdoar, mas esse tema nunca me deixou tão avexado quanto nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Dê-me algum exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não, é aí que ia chegar. Depois do carnaval, uma paciente me perguntou e eu, embora tenha estranhado a pergunta, lhe respondi, “Capricórnio”. Ela se afastou num sobressalto jamais visto por mim em todos esses anos de dedicação à dermatologia. Disse não acreditar que eu, sendo eu como sou, na visão dela fosse capaz de ser capricorniano. Teve um outro caso semelhante a esse no consultório, mas dessa vez com um jovem, acho que com 28 anos, que se disse decepcionado comigo. Aí, eu lhe perguntei: por quê, cabra? Claro que não foram com essas palavras, e ele me disse que ser de elemento terra, e regente saturno, eu era um soberbo, arrogante. Mas até ali, não liguei tanto, pois logo lhe indiquei um colega de especialidade igual a do senhor, doutor, pois antes não conhecia seu respaldo e sua competência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, mas continue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, doutor. Agora vem a parte interessante. O tempo passou e comecei a ver só essas coisas de astrologia, conforme já lhe disse. Com essas duas ocasiões, passei a me informar mais sobre os signos, coisa que jamais fizera. Li muita coisa sobre o zodíaco e o meu signo, tudo que ele representa, proporciona, ajuda ou atrapalha, e a sua conexão ou repulsa com que outro signo que ele se dá bem ou se dá mal e só me fez confirmar aquilo que sabia: que poucos são astrólogos decentes, e que metade das coisas que dizem que sou são coincidentes e as outras nem passo perto de ser. Tudo isso bem embasado em todos meus simbolismos, não levei nada ao pé da letra, como fizeram meus então novos inimigos. Mas a coisa começou a ficar incômoda quando em um evento da sociedade, evento nacional, as pessoas me evitavam após saberem de minha, digamos, predestinação. Outro dia, marquei um encontro com uma mulher linda, que conhecia da enfermagem, para tomar um chopinho, ali no Catete; e a conversa ia numa toada maravilhosa, a mulher estava caidinha por mim, acreditava eu. Veio esse assunto de novo e falei à senhorita: você tem certeza que quer entrar nessa prosa? Por quê, algum problema? Vai me dizer que você é ariano? Sou não, não totalmente, sou descendente de negros também, além de índios. Aí ela disse, doutor, que não era desse assunto preconceituoso de que falava, essa coisa de Hitler, era sobre astrologia, todo mundo se liga um pouco no zodíaco, em astrologia, palavras dela. Ela quis dizer arietino, de Áries, como eu já sabia. Falei que não, ela relaxou, aspirou forte, aí falei que era de capricórnio, e ela voltou a se retesar, fechou o semblante, ficou até feia, coitada. Tá rindo, doutor? é sério que digo, ficou feia e bem mais velha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois, você dificilmente vai acreditar. Ela simulou chamada no celular, foi ao banheiro, ficou lá um tempo, acabei meu chope confabulando de que quando ela voltasse era para pedir a conta. Ela veio do banheiro se ajeitando, pondo a bolsa à tiracolo, esvoaçando o cabelo, era a dica para eu pedir a conta, e assim o fiz, doutor. Ela se sentou e disse, bom, olha ocorreu um imprevisto, me desculpe, vamos pedir a conta? Eu falei, já pedi, mas pode deixar que eu pago. Ela tremeu e me olhou com uns olhos que não quero ver de novo em minha vida. Falou ela: eu sabia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabia de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ouvindo, doutor. Ela disse que sabia que eu era assim, pessimista, fatalista... frívolo. Mas nem minhas qualidades, que todos os signos têm, ela falou. Talvez ela falasse de minha liderança, minha confiabilidade, pé-no-chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, doutor, acho que a partir de agora vou falar que sou peixes, sou pisciano. Vamos ver no que vai dar! Às vezes até acho que é coisa de religião, doutor. Sabe, você sendo peixe, virgem, essas coisas mais puras, posso ter mais aceitação. Mas bode, mas veja, bode, doutor? não pode ter aceitação mesmo. É um símbolo do capeta, de Baco! Cabra d’água. É ou não é esquisito, doutor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Absolutamente normal, mas, seu tempo acabou e ainda temos muito que conversar. Fique tranquilo. E continue dizendo seu signo. Astrologia não é um grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 6 de novembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1999991596951511271?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1999991596951511271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/11/sabe-o-que-que-e-doutor.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1999991596951511271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1999991596951511271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/11/sabe-o-que-que-e-doutor.html' title='SABE O QUE QUE É, DOUTOR?'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TNXqXf11ofI/AAAAAAAAACc/MgVEdxNIsmo/s72-c/CAbra' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-2287958422582479277</id><published>2010-10-25T00:11:00.008-03:00</published><updated>2010-10-25T13:35:44.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Universal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia em prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ídolos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julio Cortázar'/><title type='text'>JULIO, JÁ QUERIA FALAR SOBRE TI HÁ UM TEMPO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TMT5xApJBLI/AAAAAAAAACU/f3RNEKw1j68/s1600/Cortazar02.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 162px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TMT5xApJBLI/AAAAAAAAACU/f3RNEKw1j68/s320/Cortazar02.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531820862699275442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas tu te antecipas e me dás de presente de aniversário em 1981, sem eu saber, este conto. Ah, meus três anos de idade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do livro "Papéis Inesperados" (Editora Civilização Brasileira - 2010, 487 páginas, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht) que estou lendo no momento e consiste de uma seleção de textos inéditos e dispersos escritos por Julio Cortázar (1914 - 1984) ao longo da vida,  encontrados, em sua maioria, numa velha cômoda. Compilação de Aurora Bernárdez, viúva do escritor, e Carles Álvarez Garriga. O "conto-poema" abaixo, tão inserido no lirismo fantástico de Cortázar foi publicado somente no jornal mexicano "Unomásuno" em 11 de abril de 1981."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PERIPÉRICAS DA ÁGUA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Julio Cortázar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Basta conhecê-la um pouquinho para entender que a água está cansada de ser líquido. Prova disso é que na primeira oportunidade se transforma em gelo ou vapor, o que tampouco a satisfaz; o vapor se perde em absurdas divagações e o gelo é tosco e desajeitado, fica quieto onde pode e de modo geral só serve para dar vivacidade aos pinguins e aos gin and tonic. Por isso a água delicadamente escolhe a neve, que anima a sua mais secreta esperança, a de fixar para si mesma as formas de tudo o que não é água, as casas, os prados, as montanhas, as árvores.&lt;br /&gt;Acho que deveríamos ajudar a neve em sua reiterada mas efêmera batalha, e que para isso seria necessário escolher uma árvore nevada, um esqueleto negro sobre cujos incontáveis braços vem se estabelecer a branca réplica perfeita. Não é fácil, mas se ao prever a nevada serrássemos o tronco de forma que a árvore se mantivesse em pé sem saber que já está morta, como o mandarim memoravelmente decapitado por um verdugo sutil, bastaria esperar que a neve repetisse a árvore em todos os seus detalhes e então retirá-la para um lado sem a menor sacudida, num leve e perfeito deslocamento.&lt;br /&gt;Não creio que a gravidade desmanchasse o alvo castelo de cartas, tudo aconteceria como numa suspensão do vulgar e do rotineiro; em um tempo indefinível, uma árvore de neve sustentaria o sonho realizado da água. Talvez fosse destruída por um pássaro, ou o primeiro sol da manhã a empurraria para o nada com um dedo morno. São experiências que deveríamos tentar para que a água fique contente e volte a encher as jarras e copos com a alegria borbulhante que por ora reserva para as crianças e os pardais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a eles: Alexandre Kovacs e Ana Letícia, que me enviaram o texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-2287958422582479277?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/2287958422582479277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/julio-ja-queria-falar-sobre-voce-ha-um.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2287958422582479277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/2287958422582479277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/julio-ja-queria-falar-sobre-voce-ha-um.html' title='JULIO, JÁ QUERIA FALAR SOBRE TI HÁ UM TEMPO'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TMT5xApJBLI/AAAAAAAAACU/f3RNEKw1j68/s72-c/Cortazar02.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-4209848644828208582</id><published>2010-10-18T11:50:00.003-03:00</published><updated>2010-10-18T12:01:56.892-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Integração Brasil-África'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estereótipos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copacabana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Países Lusófonos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etnias'/><title type='text'>ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLxgJhHA_4I/AAAAAAAAACM/q7XLXmEMAVw/s1600/quebracabe%C3%A7a+lusofonos.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 174px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLxgJhHA_4I/AAAAAAAAACM/q7XLXmEMAVw/s320/quebracabe%C3%A7a+lusofonos.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529400159127011202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O título acima pode se encaixar em diversos ocorridos dos quais fui turista em minha terra natal. Vítima, pois, do estereótipo, do padrão engessado pelo cientificismo novecentista europeu e espalhado pelo mundo com o aval estadunidense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais experiências revelam não somente o quanto esses padrões étnicos são esdrúxulos no Brasil, como também, paradoxalmente, estão incrustados em nosso pensar e perceber. Em breve posso recuperar algumas crônicas do Canis Familiares – antigo blog onde contribuía – e expor algumas dessas experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o título “Estranho numa terra estranha”, de um livro que minha saudosa tia e madrinha me sugeriu quando eu andava pelos 14-15 anos. Passava uma das férias no sítio de Areal-RJ, que era de minha avó materna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo corredor e sempre me deparar e vislumbrar com os livros, ela, que também passava por lá, resolveu pegar uns dois ou três para minha diversão. Um deles era “Strange in a Strange Land”, Estranho numa terra estranha. O problema é que havia a MTV, coisa que não tinha em minha casa em Petrópolis; e, apesar de à época já estar no intermediário de inglês, não tinha “raça e moral” (ou seja, vontade) para ler um romance na língua de F. Scott Fitzgerald. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da capa daquele romance, em estilo livro de bolso. Sobre um fundo vermelho, com planícies e montanhas beges, surgia um corpo antropóide azul, mais parecendo um espectro. Ela me explicou que a trama se passava em Marte. Hoje, com o “Advento do Internet”, sei que o autor é o norte-americano &lt;strong&gt;Robert A. Heinlein&lt;/strong&gt;, que lançou o livro em 1961. Fazia parte do movimento da Contracultura, do movimento hippie. E seu título é também inspirado no livro Êxodo, da famosa Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pois então.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 2008 participava do Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental, que foi em Niterói. Fui acolhido na casa de um grande amigo em Copacabana. Havia chegado do primeiro dia de congresso, sexta-feira, às oito horas e em tal dia resolvi rever alguns pontos de minha palestra, que seria no domingo de manhã, e beber alguma coisa ali pela Rua Inhangá – local de minha primeira residência – ou no máximo chegar a um boteco onde pudesse escrever alguma coisa, até quando a cerveja me permitisse. Meu amigo e sua esposa tinham outro compromisso, digamos, mais punk rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei mesmo no balcão do bar do Ceará, bebendo minha cerveja, conversando com o pessoal que encararia a coleta de lixo a partir da meia-noite, e falei também com demais campeões sobre assuntos relacionados a viagens, geografia humana e características regionais do Brasil. As cervejas me impeliram para fazer um pequeno circuito por alguns bares ao longo daquela parte da Barata Ribeiro. Entre um e outro, passaria por um grupo de seis ou sete pessoas, que rumavam, possivelmente, para uma boate, devido às suas vestimentas. Conversavam em uma língua indecifrável e, enquanto tentava pegar uma palavra que me indicasse pelo menos a origem linguística, uma das moças do grupo vem ter comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, tu moras aqui?&lt;br /&gt;(Era português que falavam)&lt;br /&gt;- Não, mas posso te dar alguma informação. – E outra menina me pergunta:&lt;br /&gt;- Sabes onde há um casa de ........... (não entendi).&lt;br /&gt;- Casa de quê?&lt;br /&gt;Elas me explicaram, continuei não entendendo, e, assim sendo, deduzi que seria uma boate. Indiquei a “Mariozinho”, não sabia se ainda funcionava, mas eles já haviam ido para lá e falaram que não gostaram porque tinha que ter um convite (filipeta), mesmo que eles quisessem pagar. Indiquei, pois, um bar-boate chamado “Clandestino”, pouco mais para frente de onde estávamos, e me ofereci para ir com eles até lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntei de onde eram, acertei. Angola. Só um casal era de Cabo Verde e outra menina, carioca, não sei por que não foi ela que me perguntou. Aí veio toda aquela minha conversa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “É uma honra tê-los aqui em meu país, sejam bem vindos, irmãos de Atlântico, irmãos de história. São de Luanda? Ah, Melange. Não, nunca visitei Angola, infelizmente. Nem Cabo Verde, vocês são de Praia? Ah, não, Mindalo, é a capital cultural, digamos assim. Manuel Lopes, grande escritor das ilhas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei também de onde era, onde tinha nascido, onde morava, onde morei, até que chegamos à porta do local. Despedi-me deles sem sucesso. Acabei entrando no Clandestino, que, na verdade, sempre tem boas bandas ou bons DJs. Havia um razoável fila. Nela me falaram do que faziam. Duas estudavam na UFRJ, assim como a carioca, o casal era turista, e os outros, com os quais não falei muito, pareciam ser imigrantes somente, mas um deles falou que era engenheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Ia me esquecendo da questão etnológica, todos eram negros ou mulatos, assim como o segurança que nos pedia os documentos. Devia ser novo no ambiente, pois estranhava os documentos vermelhos, carteira de estrangeiro residente. Conferia-os minuciosamente. Na minha vez, embora estivesse com a carteira de identidade, verdinha, à mão, ele me pediu, num sotaque de Mumbai.&lt;br /&gt;- Passport!&lt;br /&gt;- Ih, mermão, está vencido desde 2006. Tenho só a carteira de identidade mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 18 de outubro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-4209848644828208582?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/4209848644828208582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/estranho-numa-terra-estranha.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4209848644828208582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/4209848644828208582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/estranho-numa-terra-estranha.html' title='ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLxgJhHA_4I/AAAAAAAAACM/q7XLXmEMAVw/s72-c/quebracabe%C3%A7a+lusofonos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1803025788239831510</id><published>2010-10-10T21:50:00.002-03:00</published><updated>2010-10-10T22:02:18.254-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metereologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coleta de Lixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Percussão'/><title type='text'>REPIQUE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLJiCSOy4cI/AAAAAAAAACA/w5EAqJEeom4/s1600/Latinha.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 96px; height: 101px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLJiCSOy4cI/AAAAAAAAACA/w5EAqJEeom4/s320/Latinha.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526587484130173378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui nos – aindabem – trópicos: solstícios e equinócios mudam muito o clima, que já é, coitado, maluco hoje-em-dia desde de uns tempos atrás. Complicam nosso vestir quando a chuva sem aviso substitui o sol que antes um pouco se fazia imponente. E eu, que não me agrado de guarda-chuva(s)? E que dirão os alérgicos dessas viradas de tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a chuva que ameaçava voltar. Peguei um café em copo de plástico na Taberna Guaíra, que está em frente à porta de entrada do meu trabalho, e para essa porta voltei. Acendi um cigarro. Observei, estava ali para isso. Muitos celulares apressados, as pessoas pouco os ouviam devido as músicas dos carros eleitorais; funk melodies, sambas-enredo, chamadas de rádio anunciado o pretenso representante. Na esquina oposta apontou um homem que se destacou pelo tamanho, ou pela falta de tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diminuto trajava casaco de moletom cinza, cobrindo a cabeça com o capuz que o casaco lhe oferecia. A mochila vermelha e a bermuda bege. Começa a futucar a lixeira de plástico laranja que estava atada ao poste. Concentrei-me ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha uma latinha de alumínio. Joga-a no chão a amassando com o pé; deixa-a ali retomando a busca. Um guarda-chuva é capturado por ele. Abre-o e percebe – ou percebo eu? – que o tecido preto está em boas condições, mas em sua maioria desprendido dos arames. Verifica as pontas e a flexibilidade das hastes. “Daria para consertar?”, penso eu por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, pois ele começa a dobrar e redobrar incessantemente as hastes afim de, creio eu, no momento, arrancá-las. Será que, pergunto-me, ele faria uma adaptação no guarda-chuva, diminuindo o comprimento das hastes e, assim sendo, chegando ao diâmetro que protegesse seu reduzido corpo das vindouras chuvas? Viesse a chuva que ele não se &lt;em&gt;umidecia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As hastes, uma a uma, foram arrancadas e enfileiradas e dispostas do meio-fio ao asfalto. Descansavam ao lado da latinha. Avalia o guarda-chuva semi-desossado enquanto um jovem &lt;em&gt;Justin Biba&lt;/em&gt; (não sei o sobrenome dele ainda) passa por ele tentando jogar um papel na lixeira. Permissão concedida. Abre o murcho guarda-chuva e o devolve à lixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na melhor atitude “serviço completo”, junta o feixe de hastes na mão, pega a latinha e, como se portasse tamborim e baqueta, percussionou três ou quatro repiques no alumínio e rumou para lá, zaticatá; para cá de volta, zaticatau , pá pá... Compunha sua batida. Foi batendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis, 28 de setembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1803025788239831510?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1803025788239831510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/repique.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1803025788239831510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1803025788239831510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/repique.html' title='REPIQUE'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TLJiCSOy4cI/AAAAAAAAACA/w5EAqJEeom4/s72-c/Latinha.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-7533374484809388707</id><published>2010-10-04T15:36:00.005-03:00</published><updated>2010-10-04T18:01:25.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Democracia'/><title type='text'>DEMOCRACIA BRASILEIRA</title><content type='html'>Ouvi diversas opiniões demonstrando insatisfações iradas quanto ao processo eleitoral democrático em nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excetuando as raivas e rancores personalíssimos contra candidatos e quanto à própria vida do opinante, o que, infelizmente, mudava um pouco o foco da discussão, mas não deixava de ser avaliado, muitas das conversas pessoais começavam pelo estarrecimento do interlocutor em descobrir que não seguia a linha de pensamento que ele imaginava que eu seguisse. Viva o estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram de fontes muito variadas, chegando até a questionarem a democracia por excelência. As opiniões vieram, majoritariamente, de eleitores que viram Serra e Alckmin perderem as eleições para Lula, respectivamente, nas eleições de 2002 e 2006.Daqueles que têm uma série de medos. E muito embora o próprio Fernando Henrique Cardoso, recém ex-presidente de então, dissesse que a eleição de Lula fosse uma vitória da democracia, pipocavam o desejo declarado do retorno à ditadura militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário explicar o que é democracia para os que aqui vêm. Desde de sua etimologia até as versões de democracia apresentadas à humanidade ao longo de nossa história, mediante os discursos ideológicos que camuflam autoritarismos e oligarquias, parece que cada um tem seu próprio conceito de democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção, o sentimento e o inconsciente, não têm muito lugar no discurso político, ou, melhor dizendo, quando se trata de política conforme é reportada pela imprensa, como uma seção e não como ciência ou arte. Falar de política ainda traz a ética, a moral, a missão pétrea e tenaz, o “tudo ou nada”, “ bem e mal”, como norteadores do discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise de conjuntura, uma olhada no processo histórico, social e político do Brasil (e também da Iberoamerica) e uma reflexão sobre o sentimento de classe – ainda que a luta de classes seja desconsiderada em muitos discursos políticos atuais – não são ponto tomados como devida parte de uma dialética, para uma discussão. E embora fosse dialética, ainda faltariam ponderações sobre uma terceira ou quarta visão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interregno de 1985-89 foi capaz de nos dar uma constituição e uma eleição direta. Forma e matéria para uma democracia, ou seja, Constituição cidadã e eleições diretas baseadas na isonomia (todos podem votar, sendo o voto secreto, e são obrigados a comparecer às urnas [ponto para discussão]) e na isegoria, cada voto vale um. Neste espaço vejo que não caberá, porém, as discussões e as considerações sobre a cidadania da Constituição de 1988 e a transparência das Eleições de 89. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleito Collor, dois anos foram suficientes para que houvesse o impeachment, que pelo termo em inglês tem a aprovação da democracia estadunidense (o que ainda é bom lá parece ser para nós cá); assume o vice, Itamar Franco. Foi muito importante um vice assumir e terminar seu mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas eleições e, pelo voto direto, democrático, FHC, na nova linha Social-Democrata (uns chamam de neoliberalismo) assume a presidência. Luta pela reeleição, emenda-se a Constituição, é reeleito. Emenda Constitucional no. 16 do Capítulo IV, art. 14, §5º.:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 14 - A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 5º - O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.&lt;/strong&gt;(redação da E.C. nº 16, de 04.06.97).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(texto anterior)§ 5º - São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subseqüente, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum golpe visível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando o processo democrático, Lula é eleito e reeleito nos pleitos sequentes. E no fim do mês de outubro deste ano, de novo, poderemos escolher o presidente, ou Dilma Roussef, ou José Serra; apesar do STF, apesar da imprensa que toma parte no processo eleitoral, apesar das alianças, apesar da... política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, onde é que cabe a revolta sobre a democracia eleitoral brasileira? Será que a democracia só é válida se for o seu candidato o eleito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostar do que representam Lula, FHC, Dilma, Serra e qualquer candidato a nos representar é normalíssimo e há de ser divulgado sempre... numa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis, 4 de outubro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-7533374484809388707?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/7533374484809388707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/democracia-brasileira.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/7533374484809388707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/7533374484809388707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/10/democracia-brasileira.html' title='DEMOCRACIA BRASILEIRA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-3764449624557420115</id><published>2010-09-26T00:45:00.001-03:00</published><updated>2010-09-26T01:09:40.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='semântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imaginação Sociológica'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL V</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cinismo pouco é bobagem. Seminários pelo mundo e pela história.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) CLUBE MILITAR, RIO DE JANEIRO, 2010: &lt;br /&gt;"A Democracia ameaçada: Restrições à Liberdade de Expressão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) PALÁCIO DE VERSALHES, FRANÇA, 1785:&lt;br /&gt;“L’Etat est Nous: Êtes-Vous Connecté?” (O Estado é nóis, tá ligado?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) KREMLIN, MOSCOU, 1962:&lt;br /&gt;“Desconstruindo as Barreiras Artificiais: A Valorização da Ambição e da Vontade do Ser Humano Enquanto Pessoa de Desejo pelo Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) PENTÁGONO, SÉCULO XX (vinte), ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA :&lt;br /&gt;“Mais vale a Liberdade de um Continente do que uma América Latina na mão dos outros - Cuba inclusa. Assuntos vários”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-3764449624557420115?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/3764449624557420115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/09/ai-confunde-o-pessoal-v.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3764449624557420115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3764449624557420115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/09/ai-confunde-o-pessoal-v.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL V'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-954918212994727444</id><published>2010-09-12T12:05:00.004-03:00</published><updated>2010-09-12T12:18:16.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquelogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciências Naturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paleontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Experiências'/><title type='text'>FÓSSEIS RECENTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TIzsujoyiYI/AAAAAAAAAB4/f6eOVfKfFks/s1600/fossil+peixe.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 156px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TIzsujoyiYI/AAAAAAAAAB4/f6eOVfKfFks/s320/fossil+peixe.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516043928206477698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miraculosamente o ônibus Itaipava-Teresópolis conseguiu fazer seu trajeto no tempo médio. A BR-495, rodovia Philúvio Cerqueira Rodrigues, passa e passará por obras até 2012 e nela há vários pontos de “siga e pare”, nos quais se espera de 30 a 50 minutos. Naquela terça-feira, no entanto, coincidiu três placas SIGA surgirem assim que o ônibus chegou a elas; e apenas um passageiro entrou no meio da viagem, à altura da curva da ferradura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, cheguei uma hora antes de meu compromisso, aula particular para meu primo. Ainda que a casa seja de família e que não haveria problema algum chegar bem adiantado, achei melhor aguardar na praça atrás da prefeitura, perto do local. Bebia água tônica, fumava e tentava escrever pontos para a aula de conversação em português para Signor Rinaldo, meu aluno italiano. Eis, pois, que passa minha prima, irmã da dona da casa e após meia dúzia de frases seguimos para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando, estava meu aluno cavoucando, com afinco e com pá, as terras ao redor de um arbusto no jardim. Parei para falar com ele enquanto minha prima se dirigia para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, primo, beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou, cumprimentou-me à moda &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;gangsta’s stlye&lt;/em&gt;, e voltou ao seu labor. Ato contínuo, perguntei-lhe o que fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô procurando um peixe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo certeza da sanidade do garoto de 13 anos, sabia que faltavam ainda algumas informações a respeito daquela atividade. Todavia, resolvi fazer uma observação jocosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, cumpádi, aí não é o melhor lugar para se achar um peixe. Quem sabe num laguinho, ou até num aquário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente ele havia feito uma experiência e colheria algum resultado naquele instante, mas quis levar a brincadeira adiante enquanto ele repunha a terra extraída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Continua aí, ainda não está na hora da aula. Mas preste atenção para o peixe não sair voando por aí. &lt;br /&gt;(Uma comedinha ridícula não faz mal nessas horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns risos, perguntei o que realmente ele fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que enterrei um peixe numa caixa de fósforo grande, primo. Aí quero ver os ossos dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa, garoto. É para aula de Ciências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, é para mim mesmo, quero ver só. Vamos para aula logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro, assim terminamos cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orgulho-me de pessoas que têm este espírito científico. O cara vai longe. E, terminada a aula, lá foi ele de novo, pazinha em punho, acocorado sob o arbusto, curtindo seu momento de arqueólogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há tempo ele está aí, primo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, quase um ano! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Semana que vem você mostra, ta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-954918212994727444?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/954918212994727444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/09/fosseis-recentes.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/954918212994727444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/954918212994727444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/09/fosseis-recentes.html' title='FÓSSEIS RECENTES'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TIzsujoyiYI/AAAAAAAAAB4/f6eOVfKfFks/s72-c/fossil+peixe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1331090872882370029</id><published>2010-08-24T04:28:00.005-03:00</published><updated>2010-08-24T04:47:44.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres da Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Universal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Questionários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indecisões'/><title type='text'>ENTREVISTA RADIOFÔNICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/THN1UAKNUKI/AAAAAAAAABI/yf8LkrVhYio/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 75px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/THN1UAKNUKI/AAAAAAAAABI/yf8LkrVhYio/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508875755704897698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ZYL QUATRO MEIA SETE, Rádio-ó-Pá FM, noventa e oito vírgula sete megahertz, a rádio que além de música passa a ti, caro ouvinte, um pouco da literatura mundial. Agora faremos as seis perguntas relativas ao gosto literário do ouvinte. Veremos quem está na linha. Está lá?&lt;br /&gt;- Alou.&lt;br /&gt;- Está lá?&lt;br /&gt;- Tô aqui, mas pode falar.&lt;br /&gt;- Falas tu, de onde falas pá?&lt;br /&gt;- Do Brasil, estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;- Ah ié, temos um brazuca na linha, honramo-nos por ter um ouvinte d’álem mar.&lt;br /&gt;- A honra é toda minha.&lt;br /&gt;- Então, tu já sabes do proceder de nosso programa? Temos seis perguntas relativas à literatura e esperamos que respondas sucintamente.&lt;br /&gt;- Com certeza. &lt;br /&gt;- Vá lá, pois, vamos à primeira pergunta: Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?&lt;br /&gt;- Fare quem?&lt;br /&gt;- Fahrenheit 45. Não saindo dali, que livro querias ser?&lt;br /&gt;- Eu, sendo um livro... bom... fico com Crime e Castigo, de Dostoievski. Raskholnikov tem um pouco de todos os seres humanos... Dom Quixote, por que não? São tantos... há o do Saramago...&lt;br /&gt;- Excelente! Vemos que gostas de literatura universal. Contudo, vamos à segunda pergunta: Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?&lt;br /&gt;- Ficar como?&lt;br /&gt;- Apanhadinho, apaixonado por alguma personagem de ficção?&lt;br /&gt;- Apaixonado? Claro, né? Por várias. Capitu, ela é o que imaginamos de beleza. Mas fico, mesmo, com Marie Claire, do romance Dança Imóvel, do peruano Manuel Scorza, não só pela beleza, mas por suas questões em francês. Tem a Senhora de Renal..., Helena, como não? Depois de toda a guerra por causa dela; e aquela do El Túnel, de Ernesto Sábato, que...&lt;br /&gt;- Muito bom, ora, temos um típico indeciso pelas paixões das divas literárias. Vamos, no entanto, à próxima pergunta: Qual foi o último livro que compraste?&lt;br /&gt;-Ih... xô me lembrar... acho que foi o Nuestra América , do cubano José Martí. Um livro de poesias.&lt;br /&gt;- Qual o último livro que leste?&lt;br /&gt;- Édipo e o Excesso, mais uma vez, do insigne professor Gisálio Cerqueira Filho, meu eterno orientador e mentor.&lt;br /&gt;- E que livros estás a ler?&lt;br /&gt;- Os da mesa de cabeceira, ou os...&lt;br /&gt;- O que estás a ler, ponto.&lt;br /&gt;- Bom, leio dramas de Henrik Ibsen, acabei O Pato Selvagem e agora leio Romersholm.&lt;br /&gt;- Que livros levarias para uma ilha deserta? Dê-nos cinco.&lt;br /&gt;- Cinco, hum... xô vê: “A Servidão Humana”, de Somerset Maugham; “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann; “Escritos Filosóficos”, do Fernando Pessoa; "Memórias Póstumas de Brás Cubas", do Machado e "Jogo de Amarelinha", do Cortázar. É o que me vem à mente agora.&lt;br /&gt;- Agradecemos vossa participação. Registramos todos suas respostas cá, aguardai na linha para que nossa equipe vos comunique as regras sobre como ganhar nossos prémios. Desde já, sabeis que podes vestir uma camisola da Rádio-ó-Pá FM noventa e oito vírgula sete megahertz, a rádio que além de música passa a ti, caro ouvinte, um pouco da literatura mundial... Em Lisboa, agora, faz 13 graus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1331090872882370029?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1331090872882370029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/entrevista-radiofonica.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1331090872882370029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1331090872882370029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/entrevista-radiofonica.html' title='ENTREVISTA RADIOFÔNICA'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/THN1UAKNUKI/AAAAAAAAABI/yf8LkrVhYio/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-1294183783355333145</id><published>2010-08-16T00:50:00.004-03:00</published><updated>2010-08-16T01:15:31.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='semântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bovinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='répteis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TGi2-_iRWHI/AAAAAAAAABA/faRQN1OOO1o/s1600/Lagarto.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 110px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TGi2-_iRWHI/AAAAAAAAABA/faRQN1OOO1o/s320/Lagarto.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505851737783752818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso 4&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bairro Valparaíso, Petrópolis-RJ, 1985 ou 86.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roseli, vai lá no açougue para mim e compra um quilo de lagarto redondo, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez a mãe pede para comprar esse bicho que provavelmente seria o almoço. O filho mais velho, com seus sete ou oito anos, pediu, tímido, autorização para acompanhar a empregada até o açougue e desvendar o mistério: Por que esse lagarto sempre chega embrulhado em um papel cinza ou pardo, sem as patas e o rabo? Nada a ver com os lagartos que conhecia até então e com gosto semelhante às carnes que, graças!, faziam parte das refeições da família. Graças também ao outro privilégio da família, o investimento no estudo. O estudo impediu o garoto de ir com a empregada doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ir também, mãe?&lt;br /&gt;- Claro que não! Você já viu os desenhos na televisão e agora tem que acabar o dever de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda se tinha que fazer dever de casa na mesa da sala ou do quarto naquela época. Dever não feito, nada diferente seria feito senão ele, até a mãe tomar a lição. Roseli vai, Roseli volta, com um prêmio para os filhos: Uma garrafa de coca-cola de um litro. Os outros irmãos, mais novos, ainda não tinham deveres de casa para fazer a não ser algumas atividades lúdico-pedagógicas. A sorte do mais velho é que o dever era de Estudos Sociais, sua matéria predileta. A cidade Imperial e o estado do Rio sendo estudados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida estratégica à cozinha, pela desculpa-necessidade de beber água, confirmou a mesma estrutura ordinária do lagarto redondo. Nada de escamas rajadas em verde e marrom, nada de línguas bipartidas nas pontas. Era um toco de carne vermelha, àquela altura sendo desembrulhada do plástico, que de coerência conotação/denotação, significado/significante, só mesmo o “redondo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignado, concentrou-se em findar o dever: Petrópolis fundada em 16 de março de 1843 por Júlio Frederico Köler, localizada na Serra da Estrela, principal rio o Piabanha, cidade residência de verão da Corte da capital do Império, colonização predominantemente alemã... Quase na hora do programa Manchete Esportiva, a mãe passa do corredor para a cozinha e avisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roseli, já assou a carne?&lt;br /&gt;- Já, sim senhora.&lt;br /&gt;- Então pode deixar na panela do molho, deixa em fogo &lt;em&gt;branco&lt;/em&gt;, viu?&lt;br /&gt;- Sim senhora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fogo branco não! De novo fogo branco era mencionado em matéria culinária. Um mistério adjacente ao do lagarto. Jamais viu um fogo branco, experiências próprias nas quais não houvera relação causa e efeito com o xixi na cama, pois, durante dias não fazia nenhuma faísca, mas a cama se molhava. Fogo azul, amarelo, vermelho, laranja. Branco, nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente na cozinha. Reparou nas panelas borbulhantes, bom aroma de temperos e condimentos diversos. Roseli foi à pia e o garoto aproveitou o fogão desocupado para dar uma inclinada no corpo, averiguar e sair vitorioso: o fogo era o azul de sempre que saía das bocas dos fogões. Realmente sua mãe não sabia diferenciar algumas tonalidades, logo ela, que lhe ensinara tanta coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou tomar a matéria, vem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu-se relativamente bem nas arguições iniciais de sua vida. Ironicamente, o lagarto redondo, fruto de suas inquietações, foi para a mesa e lhe salvara de demais perguntas. Em Matemática ou Português, suas piores matérias, não havia essa fortuna. Assistiu o esporte na TV e almoçou, concomitantemente. Hora de ir para o colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, dúvida quanto ao réptil ainda latente, foi ao supermercado com o pai e o avô. Destravou-se de sua timidez e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, por que o lagarto é vendido assim? Eles cortam e limpam antes para ficar mais bonito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai deve ter rido, e se questionado "assim como?", embora o garoto não tenha percebido. Explicou-lhe que era uma parte do boizinho, que tem nomes diferentes do que pareciam ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Patinho também não é pato, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo, filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avô também estava com eles. Enquanto o pai foi até o avô conversar algo, o garoto ficou na fila do açougue, lendo curioso os nomes das partes das carnes que não querem dizer aquilo que gostariam de dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai e avô chegaram à fila e o garoto ainda tinha uma pergunta na manga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas a costela se parece muito com costela mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: quanto ao fogo branco, descobriu sozinho, mais tarde, que era brando. E daí foi ao dicionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 de agosto de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-1294183783355333145?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/1294183783355333145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal-iv.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1294183783355333145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/1294183783355333145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal-iv.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL IV'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TGi2-_iRWHI/AAAAAAAAABA/faRQN1OOO1o/s72-c/Lagarto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-8349527785211737671</id><published>2010-08-07T18:50:00.006-03:00</published><updated>2010-08-09T01:24:04.969-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Saldanha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mané Garrincha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rondon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Políticas Públicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações famíliares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aos pais'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL III</title><content type='html'>Caso 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TF-Cpzb3iAI/AAAAAAAAAA4/O6SjF117o9k/s1600/Garrincha1%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TF-Cpzb3iAI/AAAAAAAAAA4/O6SjF117o9k/s320/Garrincha1%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503260924363376642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Botafogo, Rio de Janeiro - RJ. Dez para as oito da noite. Verão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho, 36 anos, recebe em seu apartamento a visita do pai, 63. Conversam à mesa da sala. Descascam amendoins cozidos - com casca - bebem caipirinha e cerveja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do chacoalhar das chaves e do estrondo da porta se abrindo, percebeu-se um vulto em preto e branco listrado. Passou da cozinha para o corredor. E também da cozinha se ouve a porta fechar e a empregada empurrando a bicicleta para a área de serviço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Selene, tá tudo bem com o Gustavinho? – Pergunta o filho à empregada.&lt;br /&gt;- Está sim Dr. Leandro. Boa noite, Sr. Ivair. Tá sim, ele estava discutindo co’s amigo depois que de andar uma volta de bicicleta. Todo mundo saiu rindo da cara dele, Aí, Dr. Leandro, eu perguntei o que aconteceu mas ele só panhô a bicicleta e saiu correndo co’ela nas mão. Tive que correr pra acompanhar o menino. Não entendi nada do que lê me explicou. E depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selene ainda dava algumas informações, tratando o idioma do melhor modo que podia, quando pai e filho se entreolhavam. O consenso foi ver o que Gustavinho fazia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto, avô e pai dos respectivo neto se assomaram à porta. O garoto, suado, havia jogado a camisa do Botafogo na cama e correra para o computador. O pai se aproximou ao garoto, agora mais sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve, Gustavo?&lt;br /&gt;- Quero provar para aqueles babacas que o Garrincha também foi um grande correndo de bicicleta – e continuou em concentrada pesquisa, teclando e olhando o monitor – qual era  o nome dele vô, Mané? &lt;br /&gt;- Sim, Gu, é o apelido de Manuel. O nome dele é Manuel Francisco dos Santos.&lt;br /&gt;- Não, ora, Gustavinho...&lt;br /&gt;- Shh! - O avô pediu silêncio ao filho e com a palma da mão e o semblante sugeriu que deixasse o garoto se aprofundar na pesquisa.&lt;br /&gt;- O Garrincha não foi campeão de bicicleta também, vô? Não foi, pai?&lt;br /&gt;- Não sei filho, acho que não. Até agora só sei que foi campeão de futebol pelo Botafogo e pelo Brasil, um dos maiores jogadores que tivemos.&lt;br /&gt;- Pesquisa aí, garoto. Depois você fala para a gente o que achou. - Completou o avô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à sala:&lt;br /&gt;- Mas, pai, por que não falamos logo que Mané foi jogador de futebol?&lt;br /&gt;- Deixa ele pesquisar, vai ser bom para ele perceber que nem sempre o nome de alguma coisa homenageia quem contribuiu para tal coisa.&lt;br /&gt;- Só que ele tem só 9 anos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher chegou do trabalho, deixou a empregada ir para casa, falou com marido e sogro, tomou banhou, mandou o filho sair “desse” computador e fazer alguma coisa que prestasse. &lt;br /&gt;- Não achei nada do que eu queria e ainda me confundi mais. É só o nome da Ciclovia, mas por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos, saudáveis risos acolhedores. A explicações vieram, elucidaram-se algumas questões, piadas. Entretanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, pai, tá bom vô? Mas em que times jogaram Marechal Rondon e João Saldanha? Eles também são nome de ciclovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de julho de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-8349527785211737671?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/8349527785211737671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8349527785211737671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8349527785211737671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL III'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TF-Cpzb3iAI/AAAAAAAAAA4/O6SjF117o9k/s72-c/Garrincha1%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-6296602172241437720</id><published>2010-08-02T09:16:00.004-03:00</published><updated>2010-08-03T03:22:52.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte como sentimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tatuagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFa4r-f453I/AAAAAAAAAAw/-ypel9oUaFQ/s1600/CaricaturaFernandoPessoa%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFa4r-f453I/AAAAAAAAAAw/-ypel9oUaFQ/s320/CaricaturaFernandoPessoa%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500787060530276210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Caso 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São Paulo-Capital, mano. Qualquer hora, qualquer dia, porque a cidade não pa(á)ra, tá ligado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, meu, desacredito! Vamos para lá agora, o Dezão vai ficar louco quando souber disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquemos que isso tudo foi verdade verdadeira. Thalita bateu na porta do apê de seu primo, Patrick, para dizer que, finalmente, sim. Sim, ela faria uma tatuagem. O Dezão é o tatuador, artista, mais firmeza da Galeria do Rock, no Centro, perto do Anhangabaú, para quem não conhece. Para lá foram. Patrick ainda está incrédulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que isso Thá?, tipo, tudo que eu queria, prima! E vai ser daquele lôko lá que você falou, o que escrevia benzão e que o pessoal achava que ele era várias personalidades?&lt;br /&gt;- Ele mesmo. Mas, tipo, não era bem assim que Fernando Pessoa era conhecido. Lembra que eu te falei dos heterônimos?&lt;br /&gt;- Heterônimos... só! Achei que era de hormônio, você é farmacêutica, né, aí fiz a ligação, tá ligado?&lt;br /&gt;- Depois te explico, o elevador chegou, vamos, já chamei o táxi.&lt;br /&gt;- Tem o modelo aí, Thalita?&lt;br /&gt;- Claro, está na bolsa. Do Pessoa e dos heterônimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tatuagem seria de uma famosa caricatura d’O Poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o percurso, Patrick cintilava a felicidade no semblante. Brilhava mais que tinta fluorescente de sua última tatuagem, até então a décima-oitava. Thalita jamais negara a possibilidade de ter uma tatuagem, só não sabia o por quê. Patrick não sabia se falava da tatuagem ou de Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Curti muito aquele churras que a gente conversou sobre altas coisas, inclusive sobre o Pessoa. Não entendi muito bem, mas foi super maneiro aquele poema dele sobre tomar porrada. &lt;br /&gt;- Poema em linha reta. Quem nunca tomou porrada, né?&lt;br /&gt;- Isso, muito da hora! Todo mundo já levou a sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminavam a Avenida do Estado; era só pegar a Senador Queiroz e já seguir pela 24 de maio. “Não eu pago”, “Imagina”, “Sem essa, vai”. Alguém pagou a corrida e seguiram para o estúdio do Dezão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezão tem dois e dois de altura, 30 anos de tatuagem, e luta caratê e boxe tailandês: e é gente boa. Nada mais se sabe sobre ele; nem Patrick, seu amigo e freguês. Com a chegada de Patrick ele parou o serviço. Estava fazendo um grou no deltóide de um japonês, pediu-lhe para esperar e atendeu ao amigo. Thalita foi apresentada, ela mostrou o desenho e Dezão falou... para o japonês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aí japa, espera lá fora que tenho um serviço de emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thalita mostrou a panturrilha - ali seria a tatuagem - e, depois de perguntar se ia doer, falou que queria, depois, mais outras tatuagens, mas que ela faria o desenho para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calminha, Thalita, uma coisa de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezão pegou nova pistola nova agulha, tinta preta. Olhou o desenho, olhou a cara de Thalita, olhou a panturrilha, passou os produtos químicos de asseio no local, pousou a caricatura de Fernando Pessoa no cavalete apropriado e começou. Patrick esfregava as mãos, falava pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É fácil o desenho, né Dezão?&lt;br /&gt;- Filha, - semblante mais sério que Thalita já viu - toda a arte, é fácil quando se tem sentimento e amor. O amor pela arte que vai determinar se é fácil ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletiram. Desenhava. Thalita falou um pouco com o primo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, Patrick, aí as outras figuras quero fazer aqui e aqui também. &lt;br /&gt;- Só, três é um bom número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezão olhou meio assim para aquele papo. Terminou o esboço. Melhor até que o original. Marcou outro dia para reforçar os contornos, o pagamento seria com a obra terminada. Pensava em chamar o japonês de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thalita, na despedida, começou a falar das futuras tatuagens. Seria assim, seria daquele jeito, poderia ser assim. Dezão, porém, achava se tratar do mesmo desenho. Não fez mal em perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô moça, me desculpe, mas você gosta mesmo do Santos Dumont, hein! Tanta tatuagem de um cara só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de julho de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-6296602172241437720?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/6296602172241437720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal-ii.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6296602172241437720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/6296602172241437720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/08/ai-confunde-o-pessoal-ii.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL II'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFa4r-f453I/AAAAAAAAAAw/-ypel9oUaFQ/s72-c/CaricaturaFernandoPessoa%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-3187944349424640686</id><published>2010-07-29T11:25:00.004-03:00</published><updated>2010-07-29T19:10:12.387-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='discrepâncias e incoerências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incentivo à pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olímpiadas'/><title type='text'>AÍ CONFUNDE O PESSOAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caso 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis-RJ, quase sete da noite, estrelas no céu. Sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Praça Olímpica Luís de Camões, em Teresópolis, é ladeada pelas duas principais avenidas da cidade, a José Joaquim de Araújo Regadas e a Lúcio Meira. Entretanto, uma é chamada de Parque a outra de Reta. Na região serrana fluminense, avenida mesmo só a Rua do Imperador, em Petrópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um bar da Avenida-Parque Regadas, as sabedorias pairavam entre o som do DVD de uma dupla sertaneja. Mesas na calçada, balcão lotado de garrafas, pratos, fregueses e cervejas; cachaças e traçados também. Um dos fregueses lança uma pergunta aos demais amigos e a quem quisesse ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô, aê! Esse Luís de Camões, o da Praça, quantas medalhas ele ganhou para o Brasil?&lt;br /&gt;- Ih, agora você me pegou. Qual era o esporte dele? – divaga, o primeiro.&lt;br /&gt;- Acho que era natação, da época do Djan Madruga - busca na memória, o segundo.&lt;br /&gt;- Rômulo Arantes, disso eu lembro - auxilia, o terceiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um “isso!” uníssono de concordância. Mas a dúvida estava apenas no início de seu processo de esclarecimento, se é que se esclareceria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o Guga (hic) também, ganhou medalha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconsideraram essa afirmativa porque ela veio de um “eternamente bebum”, conhecido pela incoerente e desrespeitosa alcunha de Mumu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não foi do judô? - Continuou um  - Carregou até a bandeira do Brasil na abertura das Olimpíadas.&lt;br /&gt;- Não, isso não tem nada a ver. Foi do atletismo, do revezamento, se estou bem lembrado. &lt;br /&gt;- Agora vocês estão de brincadeira! Não vamos nos confundir. &lt;br /&gt;- É, daqui a pouco o Feijó chega, da Previdência, e acaba com a dúvida. Aquele sabe das coisas. Tá quase na hora dele chegar.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas se me permitem tenho uma dúvida maior ainda: Luis de Camões não era português, não?&lt;br /&gt;- E para quê que a prefeitura iria homenagear um atleta português?&lt;br /&gt;- Deixa de ser burro! Aqui tem a Casa de Portugal, que tem quadra de tênis, poliesportivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E... vai, continua.&lt;br /&gt;- Ué! Vocês não sabem que o esporte...&lt;br /&gt;- Olha o Feijó aí!&lt;br /&gt;- Fala Feijó!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feijó é daqueles que não precisa fazer seu pedido quando chega ao bar, a este, especificamente. Abriram-lhe espaço no balcão e já chegava meia dose de Catuaba, meia de Contini e meia da Mineira do barril. Tudo calculado, bem dosado matematicamente do jeito que se calcula os tributos dos contribuintes. Outro copo para a cerveja. O semblante do sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feijó, é o seguinte, dois pontos - fez o sinal das aspas no ar - Luís de Camões ganhou alguma medalha para o Brasil nas Olimpíadas?&lt;br /&gt;- E o Guga também!&lt;br /&gt;- Cala a boca Mumu! - Outro uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuspiu o primeiro gole de seu rabo-de-galo. Gargalhada seguida de uma balançada negativa da cabeça. Olhou misericordioso para seus adoráveis amigos ignorantes, os quais, diante da cena, já se arrependiam de ter começado tal assunto, não perdoando a burrice deles próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês beberam o quê? Estão alucinógenos? É por causa do nome da praça, né? Tudo bem. Isso foi um erro da prefeitura. &lt;br /&gt;- Por quê? Explica pra gente!&lt;br /&gt;- Veja bem, primeiro: Luís de Camões não era brasileiro.&lt;br /&gt;- Não falei?&lt;br /&gt;- Não falei? É português!&lt;br /&gt;- Isso mesmo! Ele era português, alguma coisa vocês sabem. E, segundo, vírgula, não tem nada a ver com Olimpíadas. Ele foi da brilhante seleção portuguesa da Copa de 66, junto com Eusébio, o... Manuel, o... bom, vocês não vão saber. &lt;br /&gt;- E o Guga também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio um meio silêncio, alguns “Ahn, ah, agora sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi campeão?&lt;br /&gt;- Não, só pelo Lusíadas Futebol Clube, o time que ele jogava na década de 60 e 70, do grande técnico Sebastiãozinho. Ganhou a liga nacional não me lembro bem em que ano...&lt;br /&gt;- Já ouvi falar nesse Lusíadas! Tem até livro!&lt;br /&gt;- Livro?&lt;br /&gt; - É sim, tem até livro sobre esse time. Quando eu trabalhava na Casa de Portugal, o pessoal ficava lendo lá no salão, monte de gente reunida. &lt;br /&gt;- Viu só, como não estou errado!&lt;br /&gt;- Sempre certo, Feijó! Esse pessoal do futebol, quando termina a carreira vai logo lançando livro de escritos.&lt;br /&gt;- Mas, Feijó, ele ainda está vivo?&lt;br /&gt;- Claro que não, - respondeu o outro - onde já se viu praça, rua avenida com nome de vivo?&lt;br /&gt;- Ah, eu conheço uma, não é bem rua, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão descambou para outro tema. Só Mumu que não mudou o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o Guga também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 de julho de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Zelador: Pesquisar sobre o grande escritor Luís de Camões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-3187944349424640686?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/3187944349424640686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/07/ai-confunde-o-pessoal.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3187944349424640686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/3187944349424640686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/07/ai-confunde-o-pessoal.html' title='AÍ CONFUNDE O PESSOAL'/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8895480578066963405.post-8603386347073827423</id><published>2010-07-27T13:42:00.005-03:00</published><updated>2010-07-28T19:54:13.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caim e Abel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerras'/><title type='text'></title><content type='html'>CRIANDO POSTAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi o que me pediram aqui, neste novo espaço: “Você ainda não criou nenhuma postagem. Crie uma agora!” Não sei fazer isso, então, escreverei e publicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Topei com Sebastião Sintra, semblante preocupado. Entrava em sua casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ei Tião!&lt;br /&gt; - Ê, menino! Indo ou vindo?&lt;br /&gt; - Vindo de lá e indo para casa, mas cá estou para um cumprimento. &lt;br /&gt; - Lecionou aula boa hoje?&lt;br /&gt; - Assim, assim, Sr. Sintra. Me falaram muito mal do Park, irmão do Kim.&lt;br /&gt; - Ih... é coisa antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Senhor Sebastião Sintra, douto dos livros, das folhas e da vida, até onde ele sabe; com toda a humildade. Sabe que a coisa de Park e Kim não é boa faz tempo. Pediu-me para esperar um pouco, uma vez que demonstrei tempo para sua prosa, costume meu. Foi para dentro da casa, voltou, já sem seu paletó. Garrafa térmica, duas xícaras de louça esmaltada; café feito por Professora Ondina, de piano e canto, sua esposa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Vamos sentar aqui mesmo, não é todo dia que se tem uma lua bonita dessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Só assim percebi a lua. Deitei minha pasta em cima do muro e nos sentamos nos degraus; ele no mais de cima, eu no mais debaixo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Suba mais. Aí onde está fica longe para eu lhe servir o café e você para escutar com atenção. É caso, menino, é caso antigo, dos tempos que a família era unida. A família Minguk. Mas falaram do Park o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ritualmente puxou seu cigarro ativando sua atenção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Falaram que Park só não está morto porque sua arma de ataque é muito potente. Ele faz ouvido mouco para os vizinhos e para todos os outros; e ainda implica seriamente com o irmão, o Kim. Este já avisou que da próxima...&lt;br /&gt; - Arma de ataque de um, ameaça de outro. Provocações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele continuou centrado no café e no cigarro, sinal que queria o desenvolvimento da minha narrativa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Disseram que Park anda com más companhias, é do contra, sempre foi o garoto problema. Eu falei, calma com o pensar!, olha o lado dele. Mas insistiam, com raiva, que tinham logo que dar um jeito nele. E com isso o coitado é o Kim, homem de boa índole, dizem, aquele que sabe o que é decente para o ser humano, para a vida em comunidade; está chegando ao seu limite e já vai agir, reagir, pedindo ajuda dos vizinhos e de outros. &lt;br /&gt; - É, menino, a coisa só podia dar nisso. Fiquei sabendo do que falaram desses dois e também dessas gentes com quem os dois andam; com quem, de certa forma todos nós andamos. O ódio, no entanto, está maior. &lt;br /&gt; - Me falaram com tanta convicção que quase acreditei em tudo?&lt;br /&gt; - Pior, isso é só ideia falada sem reflexão, nem ideia é, é opinião dos outros que entram na mente de gente que nem sabe o que aconteceu antes. E quem é que pergunta, quem é que duvida? Foi trauma forte. E agora, para tentarem curar, fica difícil... se é que “curar” é a palavra.&lt;br /&gt; - Conte então, Tião!&lt;br /&gt; - Bom pois, deixe-me ver se resumo: Kim e Park tinham pai e mãe e eram muito unidos, tanto os pais como os irmãos. Seus pais eram invejados e os vizinhos cresceram o olho e as espadas para a casa e as terrinhas deles. Por quê?, você me pergunta. Por ganância, que mais? A ganância faz tudo ser invejável. Dois de seus vizinhos - Seu Zungó do lado esquerdo e Seu Nirrom do lado direito, decidiram que o cantinho da família dos Minguk tinha que ser de um deles. Foi quando seus pais foram mortos. E Kim e Park, muito pequenos, perderam a referência. Ficaram os dois, sozinhos mas unidos, tentando resistência àquela primeira violação. Prevaleceu a força de Seu Nirrom; e Seu Zungó foi procurar polêmica e outras bandas. Tiveram que usar até a camisa que o vizinho invasor lhe obrigava, além de outras atrocidades; submissão econômica, física e emocional. Entende bem as atrocidades, não?&lt;br /&gt; - Sim.&lt;br /&gt; - Então, pois. A pobre-rica casa deles, já no suposto da dominação, não era mais tão interessante para Seu Nirrom. Os dois irmãos ali abandonados, vulneráveis, sofridos e humilhados, não tinham como oferecer qualquer revide. Seu Nirrom, incontrolável, quis mais do que lhe pudesse ser bastante. Foram além-mar para conquistar as ilhas e praias arrabaldes. Entrou em celeuma com Seu Ivan, vizinho de cima. Mais tempo de atitudes assim e Seu Nirrom começou a querer ir bem para o outro lado, mexer em terreno de Mr. Ussam. &lt;br /&gt; - Quanto problema!&lt;br /&gt; - Ainda tem mais, pode escutar: aí Park e Kim não eram mais meninos. E quando se cresce num ambiente desses, as ideias se divergem apesar do foco ser o mesmo: a volta da casa aos seus próprios domínios. Liberdade. Contudo, voltar ao que era, depois de tanto trauma, fica quase impossível. Com Seu Nirrom longe ficaria, na teoria, mas fácil deles recuperarem o que era seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sebastião Sintra respirou forte. Pediu mais um café para ajudar no resto do assunto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - O que era coisa de vizinhos tomou proporção larga, lá para outros cantos. O conflito era geral, pode até se dizer uma guerra. Seu Nirrom, para derrotar Mr. Ussam, foi receber apoio moral de Herr Hans e de Seu Giovanni. Mr. Ussam, por sua vez, também entrou nessa apoiado e apoiando Sir Jack e Messiê Jean, que também se ajuntaram ao Seu Ivan. Nesse quiprocó até Seu Zé Feb participou, ele mesmo! Depois a gente fala das razões disso tudo, vamos ficar com o problema dos Minguk, coitados.&lt;br /&gt; - Pois é, minha cabeça demora para juntar as coisas.&lt;br /&gt; - Moral da História, que é quase começo de outra: essa arma potente que Park tem hoje é filha mais forte da que Mr. Ussam usou contra Seu Nirrom. E no então decretou o fim daqueles combates, perdendo também Herr Hans e Seu Giovanni, por outras causas mais. Messiê Jean e Sir Jack estavam com suas casas destruídas, mas por empréstimo de Mr. Ussam, conseguiram um processo de reconstrução. E Seu Ivan, que ninguém dava muita trela, mas que estava também nesse time, desejou dominar outras localidades, como recompensa de seu esforço. Bom pois, em encontro na casa de Herr Hans, o grande perdedor, os derrotadores resolveram dividir os terrenos entre eles. Prevaleceram Ussam e Ivan, dois de ideologias contrárias, mas que dominavam as armas mais fortes. Foi aí que lembraram da casa dos Minguk, que não tinha mais o domínio do devastado Seu Nirrom, e traçaram uma divisão na casa dos irmãos Park e Kim. &lt;br /&gt; - Outro trauma, outra separação!&lt;br /&gt; - E eles ainda estavam sobre o impacto anterior. Só que a casa deles foi dividida entre Seu Ivan, a parte de cima para onde foi levado Park, e Mr. Ussam, a parte debaixo, tendo Kim como seu súdito. Separados, foram forçados a reinventar seus comportamentos. Depois ainda volta Seu Zangó para uma espécie de adoção de Park. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A lua ficou mais alta, Professora Ondina gritou lá de dentro, foi até a porta e me cumprimentou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Estamos terminando, meu bem, já vou entrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E Sebastião Sintra pôs-se a uma conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Então, menino, Kim e Park começaram a se comportar à maneira de seus novos dominadores. Maneiras igualmente destruidoras. Como o sintoma, Park herdou a arma e ela está em suas mãos; Kim, que tem a possibilidade de usar essa arma por meio de Mr. Ussam. Alguns têm essa arma por aí, mas uns parecem que podem ter e outros parecem que não podem. Logo, você vê se o Park usará arma de ataque ou de defesa. E pensa sobre Kim, coitado, que nem se pode dizer que tem opinião própria. Isso tudo tende a explicar alguma coisa, porém não justifica. Brigam agora por culpa de quem? E eu já os vi por aí juntos, sem animosidade nenhuma, mas com semblantes tristes em risos frouxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Armazenei a conversa, terminei a xícara, peguei a pasta e subi a ladeira para casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Muito obrigado Tião. O café estava ótimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de julho de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8895480578066963405-8603386347073827423?l=olhaosemblante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/feeds/8603386347073827423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/07/criando-postagem-foi-o-que-me-pediram.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8603386347073827423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8895480578066963405/posts/default/8603386347073827423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhaosemblante.blogspot.com/2010/07/criando-postagem-foi-o-que-me-pediram.html' title=''/><author><name>Thiago Quintella de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16347687103500379057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_zFfcyEDAjl0/TFBeCrXlvSI/AAAAAAAAAAM/CyPz7L3RhG8/S220/Imag016.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
